google-site-verification: googlefec0aa61c13dd7cc.html As perspectiva missionária do Pentecostes
Posted by : FrTutorial no Brasil sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O Pentecostes é o ponto alto do conjunto ou complexo daquela seqüência de eventos relacionados à morte, ressurreição e ascensão de Jesus. É por isso que para Lucas o Pentecostes possui um significado prático e dinâmico, traduzido em termos de nascimento e missão da igreja cristã.
Lucas apresenta o Pentecostes como o início da missão mundial da
Igreja. A implementação do programa de Atos 1.8 dependia do Pentecostes. Aqueles que testificaram os efeitos do derramamento do Espírito Santo e ouviram o evangelho pregado por Pedro, representavam "todas as nações debaixo do céu" (At 2.5). E a lista, como já vimos, incluía um vasto panorama das nações do Mediterrâneo oriental (At 2.9-11).
O caráter missiológico de Atos 2 é facilmente percebido pela importância que Lucas dá ao Pentecostes. 

O Pentecostes está no começo de um novo livro escrito por ele e não no final de sua primeira obra. Não seria exagero dizer que pela posição do Pentecostes em Atos, Lucas atribui a ele um valor e importância semelhantes ao nascimento de Cristo no início de seu Evangelho, ou mesmo a algo como o relato da criação no início de Gênesis.
Concordamos com Simon Kistemaker quando diz: "Depois da obra da criação de Deus e a encarnação do Filho de Deus, a descida do Espírito Santo no Pentecostes é o terceiro maior ato divino".16
No decorrer deste estudo procuramos salientar que o propósito fundamental do Pentecostes de Atos 2 é a formação de uma igreja missionária.17 Igreja e missão significam duas partes inseparáveis na mente do Espírito.

Mas o que dizer das línguas faladas no dia de Pentecostes? Nem é preciso especular se eram dos homens ou dos anjos. Lucas deixa claro que os "galileus"18 (no caso os apóstolos e outros que estavam na casa) de Atos 2.7 falavam as línguas das nações presentes naquela festa (At 2.6-11). Quanto à natureza e propósito das mesmas em Atos, Marshall comenta:
A história ensina que línguas humanas inteligíveis são significativas, não as línguas ininteligíveis como as freqüentemente encontradas na glossolália moderna ou como as que usualmente pensa-se ter sido faladas em Corinto. Acreditamos que dos diversos oradores cada um falou uma língua particular, embora fosse possível que cada um deles falasse diversas línguas diferentes em sucessão.19

A missão não é mera realização humana. Os dons do Espírito foram dados para o propósito da missão, e não para a edificação particular da igreja ou dos seus membros individuais.20

E qual o significado do vento e do fogo em Atos 2?

O vento simboliza o Espírito Santo. O som do vento denota poder celestial e seu aparecimento repentino revela a inauguração de algo sobrenatural.
O fogo era o cumprimento da descrição de João Batista do poder de Jesus: "Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo" (Mt 3.11; Lc 3.16). No Antigo Testamento o fogo é freqüentemente um símbolo da presença de Deus para indicar santidade, juízo e graça (cf. Ex 3.2-5; 1 Rs 18.38; 2 Rs 2.11). Em Atos 2 o fogo se dividiu em línguas de fogo que pousaram sobre cada um dos crentes presentes na

casa. Em decorrência disto eles falaram em outras línguas.
É provável que o conteúdo das línguas faladas por aquele grupo de irmãos consistia na profecia da graça e justiça de Deus.21
Vale ressaltar que Lucas tem o cuidado de observar que não foram simplesmente vento e fogo que invadiram a casa, mas sim o Espírito Santo como vento e fogo. Esta foi a maneira que Lucas encontrou para dizer que o que aconteceu naquele dia não tinha nada haver com fenômenos meramente naturais.

III. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO PENTECOSTES

Há pelo menos três características do Pentecostes de Atos 2 que pretendemos destacar aqui.
1) O Pentecostes foi um ato soberano do Espírito
Lucas relata nos quatro primeiros versículos de Atos 2 como o Espírito Santo atuou soberanamente naquele dia, em fragrante contraste com a passividade dos que "estavam reunidos no mesmo lugar" (At 2.1). Depois diz que "de repente, veio do céu um som, e encheu toda casa onde estavam assentados" (At 2.2, grifo nosso). "E apareceram, distribuídas entre eles, línguas,
como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles" (At 2.3, grifo nosso). "Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem" (At 2.4, grifo nosso).
Neste ato soberano do Espírito ficam evidentes a natureza sobrenatural do Pentecostes quando o Espírito Santo vem do céu e entra na casa com um som repentino como vento impetuoso e línguas de fogo que pousavam sobre cada um deles. Ficando todos cheios do Espírito passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. O dom das línguas em Atos 2 nos faz relembrar o ensino de Paulo em 1 Coríntios 12.11: "Mas um só e o mesmo Espírito
realiza todas estas cousas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um,
individualmente".22

2) O Pentecostes foi um ato único do Espírito

A segunda coisa que aprendemos em Atos 2 é que o Pentecostes foi um ato único do Espírito Santo. Naturalmente este é um ponto controvertido, visto que as igrejas históricas o defendem mas as igrejas neo-pentecostais e carismáticas o rejeitam terminantemente. Buscando uma definição equilibrada a esse respeito
capítulo (1 Co 12) para tecer um comentário importante do significado teológico do batismo com o Espírito em comparação ao Pentecostes de Atos. Diz ele: "O significado teológico do batismo com o Espírito não é explicado em parte alguma de
Atos, e há apenas uma declaração, em todo o Novo Testamento, neste sentido. Embora isto seja encontrado em Paulo, as várias extensões do Pentecostes, relatadas em Atos, podem ser compreendidas à luz desta afirmação: 'Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito' (1 Co 12.13). O batismo com o Espírito é o ato do Espírito Santo reunindo, em uma unidade espiritual, pessoas de diferentes origens raciais e formação social, a fim de que formem o corpo de Cristo - a ekklêsia". acreditamos que o Dr. Pierson foi muito feliz em sua abordagem. Diz ele:
Alguns estudiosos falam de um "Pentecostes samaritano" e de um "Pentecostes gentílico" que sucedeu o Pentecostes de Jerusalém. Não podemos
fazer o mesmo de modo nenhum, é claro. O primeiro Pentecostes, quando o Espírito foi derramado sobre os crentes, foi único. No entanto, existe um sentido segundo o qual estes termos estão corretos.

O Espírito veio sobre a igreja de Jerusalém para prepará-la e capacitá-la para a sua missão. Mais tarde, pela vinda sobre os crentes de Samaria e então sobre os gentios, de modo tão claro e dramático, o Espírito aumentou a compreensão da igreja acerca da sua missão e preparou-a para os próximos passos. O Espírito do Cristo ressurreto continuava a liderar a sua igreja para fora dos limites de Jerusalém e da sua familiar cultura judaica em direção a outros povos, lugares e culturas - até aos confins da terra.23
3) O Pentecostes de Atos 2 foi universal


Um terceiro ponto que queremos destacar é o caráter universal do Pentecostes. Percebemos facilmente a intenção de Deus ao enviar o Espírito Santo numa ocasião em que "estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu" (At 2.5). Entre os judeus "vindos de todas as nações" haviam também "prosélitos" (At 2.11). Mas isto não é tudo. O caráter universal do Pentecostes fica ainda mais evidente naquele trecho do discurso de Pedro que diz: "Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para
quantos o Senhor, nosso Deus, chamar" (At 2.39). 


Não sabemos até onde Pedro entendeu que a profecia de Joel prometia este dom ou batismo do Espírito a todos os crentes. Se tomarmos isoladamente o texto de Atos 10 poderemos concluir que foi somente após aquela experiência em Jope e na casa de Cornélio que Pedro e a igreja de Jerusalém entenderam que "também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para a vida" (At 11.18).24 Contudo, recordemos que em seu discurso Pedro cita Joel, dizendo: "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (At 2.21). Não esqueçamos que os "prosélitos" de Atos 2.11 eram gentios.
A passagem citada há pouco de Atos 2.39 também parece lançar alguma luz sobre a concepção universal de Pedro.25 Uma referência aos gentios por Pedro é altamente provável, tendo em vista a maneira rabínica de entender a frase em Isaías 57.19 (cf. Ef 2.13,17). São promessas mediadas pela
chamada divina - e com
estas palavras (de Atos 2.39), Pedro completa a citação de Joel 2.32 com a qual começara o seu discurso. "Ressalta-se a primazia da chamada divina e da graciosidade do Seu convite à toda humanidade".26

Na minha opinião Pedro estava certo de que o evangelho seria pregado a todos os povos, conforme a ordem de Jesus, "fazei discípulos de todas as nações"
(Mt 28.19), mas que não seria através dele ou pelo menos não necessariamente através dele e dos judeus. "Os primitivos cristãos não compreenderam de imediato que era a sua missão proclamar o evangelho em todo o mundo. Eles permaneceram
em Jerusalém, e a missão mundial não começou senão quando a perseguição expulsou os helenistas para fora da capital".27 De qualquer forma, Lucas, que era gentio, tinha em mente o evangelho para todos os povos quando escreveu Atos 2.
Gostaria de finalizar este pequeno estudo dizendo que o Pentecostes foi um ato único na história, mas com efeitos duradouros e permanentes. Não era o fim mas o início de uma nova era. A era do Espírito

Santo. E aquele começo não poderia ser mais extraordinário como foi. Quer seja pela maneira como o Espírito se manifestou, quer seja pelo resultado daquela manifestação. Dos que ouviram a pregação do evangelho naquele dia, três mil foram salvos.

Na perspectiva missionária do Pentecostes, qual foi o propósito fundamental de Atos 2? O Pentecostes contempla a criação de um povo missionário formado por homens e mulheres que amam verdadeiramente a Jesus Cristo. O sacerdócio universal dos crentes começa no Pentecostes. E a partir daquele dia todos nós fazemos parte de uma mesma missão. A missão de proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz, a saber, Jesus, a esperança da glória.



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