Posted by : FrTutorial no Brasil terça-feira, 18 de outubro de 2016

A QUEM JESUS DIRIGIU, EM PRIMEIRO LUGAR, AS PALAVRAS DE Mt 24 E 25?

A resposta é: basicamente aos judeus – e não à Igreja.

Mateus 24 é um dos capítulos mais mal compreendidos e mal aplicados de toda a Bíblia, no que se refere às profecias. Até mesmo os doutores em teologia, que deveriam conhecer mais, tropeçam nessa porção das Escrituras e a consideram inteiramente fora do contexto quando tentam aplicar uma parte dela ao arrebatamento.
Quando o Senhor disse isso aos seus discípulos, Ele tinha acabado de ser rejeitado como rei pela nação de Israel e sabia que Suas palavras eram para uma futura geração de descendentes dos judeus. Em nenhum lugar a igreja aparece aqui!
O senso comum diz que Paulo sabia sobre o que estava falando em 1 Co 15:51, quando disse:

"Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados."

O que a palavra "mistério" (grego musterion) significa quando é usada no Novo
Testamento?
Ela se refere a uma Escritura anteriormente não revelada! Em outras palavras, Paulo está nos dizendo algo aqui em aproximadamente 59-60 d. C., que nunca antes tinha sido revelado por Deus: o assunto do arrebatamento.
Esse fato apenas exige que nenhuma das palavras de Cristo em Mateus 24 possa estar se referindo ao arrebatamento!
Jesus só falou do arrebatamento mais tarde, pouco antes do Getsêmani, como está registrado em João 14. Até então os discípulos, como judeus, só sabiam da era gloriosa do Messias, que viria para Israel (por exemplo, Lucas 17:22-37).
Por que esse ponto é importante? Você pode perguntar. Bem, vamos apenas olhar para o capítulo e destacar alguns detalhes.
Na cena que temos diante de nós, o Senhor está respondendo às perguntas feitas pelos seus discípulos. É muito provável que nesse ponto particular o grupo era formado unicamente de judeus.

Jesus Cristo ainda não tinha morrido (seu trabalho ainda não estava “consumado”) e a época da Graça ainda não tinha iniciado, de modo que 100% do que encontramos nos relatos dos evangelhos está sob a lei e não sob a graça!
Nenhum dos profetas do A. T. "viu" a época da Igreja, porque Deus não revelou isso a eles - era um "mistério" divino! E o ensino do Senhor aqui é perfeitamente coerente com esse princípio. Ele está instruindo os judeus sobre o que a "geração"             (Mt 24:34 – os judeus) experimentará durante o Período da Tribulação, pois a igreja ainda não estava visível e ainda seria revelada (Pentecostes)!
Com essa idéia em mente, observe que Mt 24:4-13 descreve os acontecimentos  que o remanescente judaico eleito experimentará durante os dias tenebrosos do período da Tribulação - o "tempo da angústia de Jacó" (Jr 30:7).
Falsos profetas e falsos cristos, como são chamados em Mt 24:5, 23, 26, representam um perigo para Israel. A Igreja enfrenta outros perigos, pois deve preocupar-se mais com falsos mestres, falsos apóstolos e falsos evangelistas e em discernir os espíritos (2 Co 11:13; 2 Pe 2:1; Gl 1:6-9). Filhos de Deus renascidos pelo Espírito Santo certamente não vão sucumbir às seduções de falsos cristos e cair nesses enganos.
Mateus 24:9 diz muito claramente que, "Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome."
Deus selará 144.000 judeus no início desse período terrível e é para eles que esse discurso
é dirigido. O verso 13 tem sido mal compreendido e mal aplicado por muitos cristãos, pensando que precisamos "perseverar até o fim" para sermos salvos, quando na realidade isso está se referindo ao livramento físico dos judeus que estarão vivos na 2ª vinda de Cristo - no final do Período da Tribulação!
Lembre-se que isso não pode se aplicar aos cristãos de forma alguma, pois naquele ponto - quando Jesus proferiu as palavras registradas em Mateus 24 - a igreja ainda era um mistério (Ef 3:1-6).
Somente no Pentecostes a igreja foi incluída no agir de Deus e, posteriormente, revelada através do apóstolo Paulo.
Observe que o verso 14 diz: "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim."
Muitos interpretam erroneamente essa passagem, como se estivesse se referindo à igreja. Pensam que é missão da igreja “converter o mundo inteiro” e que ela “governará o mundo”, pois, somente assim, Jesus Cristo retornaria. Isso é teologia católico-romana (Teologia do Domínio) e tem muito crente acreditando nisso!!
Jesus Cristo, em sua 2ª vinda, não encontrará um mundo esperando-O e crendo nEle:

“... Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”                              (Lc 18:8b)

E, ainda, lemos na Palavra de Deus, que o mundo estará em uma total apostasia e não em um “avivamento”, quando do retorno de Jesus Cristo (como muitos pensam), conforme podemos constatar em 2 Ts 2:3.
Meus amigos, o evangelho da graça ainda era desconhecido naquele tempo! Esse "evangelho do reino" (v. 14) - a mensagem que João Batista e Jesus Cristo pregaram e à qual o Senhor está se referindo aqui - era "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus".
Essa mensagem será pregada novamente durante o período da Tribulação pelos 144.000 israelitas citados em Ap 7 e pelas "duas testemunhas" de Ap 11:3.
O final do Período da Tribulação - que ocorrerá com a 2ª vinda de Cristo - não acontecerá até que essa mensagem específica do evangelho tenha sido ouvida por todas as nações e por meio da qual elas saberão que o reino literal de Jesus Cristo (o reino de Deus) na Terra está prestes a ser iniciado [o Milênio].
O "abominável da desolação" (Mt 24:15) diz respeito claramente à terra judaica, ao templo
judaico e aos sacrifícios judaicos. O profeta Daniel já havia falado a esse respeito. E Daniel não falava da Igreja, mas de "teu povo... e de tua santa cidade" (Dn 9:24).
A frase: "então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes" (Mt 24:16), é bem clara. Trata-se nitidamente da terra de Israel. Pois no Novo Testamento a Igreja de Jesus nunca é conclamada a fugir para os montes.
Igualmente o texto que fala do sábado diz respeito aos judeus, aos seus costumes e suas leis (v. 20).
Que os judeus são o foco principal desse discurso é deixado claro no relato paralelo encontrado em Mc 13. Observe o fraseado do verso 9:

"Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho" (Mc 13:9).

Até onde sabemos, os judeus não costumam levar os cristãos às suas sinagogas por razão alguma, muito menos para surrá-los! No entanto, durante a Tribulação, os 144.000 judeus selados serão perseguidos pelo seu próprio povo, bem como pelos gentios.
Em seguida, no verso 22, temos uma frase muito interessante sobre a abreviação "daqueles dias" por Deus, pois se Ele não fizesse isso, nenhuma carne se salvaria!
Há ainda o verso 36 - outro comentário feito pelo Senhor - que tem sido mal aplicado há muitos anos. Os pastores dizem aos seus rebanhos, com base nesse verso, que ninguém poderá saber o "dia e a hora" do arrebatamento - quando esse verso não tem absolutamente nada que ver com o arrebatamento, pois considerado no contexto correto, está claramente se referindo à 2ª vinda de Jesus Cristo.
A perseguição e matança serão tão grandes que Deus abreviará aqueles dias para que alguns permaneçam vivos para povoar o Reino Milenar. E, como o período será abreviado (algo menor que o número total de dias profetizado por Daniel, conforme             Mt 24:22), ninguém saberá o dia e a hora exatos da 2ª vinda do Senhor sobre o Monte das Oliveiras!!!
Lembre-se que todo o capítulo 24 de Mateus está lidando com os judeus sob a lei e não com a igreja sob a graça - o arrebatamento, naquele tempo, ainda era um mistério não revelado dos conselhos de Deus.
Também a parábola da figueira (v. 32) é uma representação simbólica da nação judaica. Do mesmo modo, a expressão "esta geração" (v. 43) aplica-se a Israel.
O verso 44 (um dos argumentos usados contra "saber o dia e a hora") tem sido usado para fortalecer o argumento de que ninguém pode saber o tempo do arrebatamento, quando na verdade ele está falando dos judeus aterrorizados que estarão escondidos e suas mentes preocupadas com a sobrevivência, não em contar o número de dias que faltam na "Grande Tribulação" (conforme informado ao profeta Daniel).

Pense nisto: os cristãos são exortados em todo o N. T. a vigiar e aguardar o retorno do
Senhor para nos levar para Si mesmo e somos ensinados que Ele não virá como uma surpresa, de acordo com o seguinte:

"Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios." (1 Ts 5:4-6).

O ajuntamento dos escolhidos de Deus "desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" (verso 31) é "logo depois da aflição daqueles dias..." (verso 29).
Assim, novamente, vemos que as afirmações em Mateus 24 não podem estar se referindo ao arrebatamento.
Essa é a 2ª vinda de Jesus Cristo e não o arrebatamento. As ilustrações "será levado um, e deixado o outro" dos versos 40 e 41 - tão freqüentemente usadas para ilustrar o arrebatamento - na verdade referem-se à separação das ovelhas e dos bodes discutida em Mt 25:33. Os que ficarem são aqueles que entrarão no Reino Milenar. E essa passagem está, logicamente, em um contexto não interrompido, e é parte dos comentários estendidos do Senhor com relação à sua 2ª vinda.
É compreensível que muitos tentem usar Mateus 24 como texto de prova para o arrebatamento, pois grande parte do capítulo “parece se encaixar" nele; mas, como vimos, uma inspeção cuidadosa revela que isso simplesmente não é o caso.


O MILÊNIO: (O reinado de 1000 anos de Jesus Cristo na Terra).

“E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.” (Ap 20:4-6)

Jesus reinará:

“E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão.” (Dn 7:27)

Será na Terra:

“Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra.” (Dn 2:35)

“Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.” (Sl 2:8-9)

“E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.” (Ap 5:10)

A igreja estará glorificada no milênio e reinará com Jesus Cristo:

“Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.” (Ap 20:6)

Multidões de pessoas nascerão:

“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém habitarão velhos e
velhas; levando cada um, na mão, o seu bordão, por causa da sua muita idade. E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se isto for maravilhoso aos olhos do restante deste povo naqueles dias, será também maravilhoso aos meus olhos? diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 8:4-6).

Israel será a nação principal:

“E os gentios verão a tua justiça, e todos os reis a tua glória; e chamar-te-ão por um nome novo, que a boca do Senhor designará. E serás uma coroa de glória na mão do Senhor, e um diadema real na mão do teu Deus.” (Is 62:2-3)

“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco.” (Zc 8:23)


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