domingo, 18 de agosto de 2019

Causas da Apostasia


Causas da Apostasia

Casamento misto

Ao longo da história bíblica a mistura do povo de Deus com outros povos foi sempre um perigo real. Vez por outra os limites que demarcavam a separação entre o santo e profano era ultrapassado e então o povo caía em pecado. Nos dias pós-cativeiro, Neemias precisou tomar medidas drásticas para frear essa prática (Ne 13.23-29).

O texto bíblico põe o casamento misto de acabe com Jezabel, filha de Etbaal rei dos sidônios, como uma das causas da apostasia no Reino do Norte. As Escrituras destacam que Acabe “tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi e serviu a Baal, e o adorou” (1 Rs 16.31). Foi em decorrência desse casamento pagão que a idolatria entrou com força em Israel. Embora se fale de um casamento político, as consequências dele foram, na verdade, espirituais. A mistura sempre foi um perigo constante na história do povo de Deus. Os cristãos devem tomar todo o cuidado para evitar as uniões mistas. A Palavra de Deus, tanto no Antigo como em o Novo Testamento, condena esse tipo de união (Dt 7.3; 2 Co 6.14,15).

Nos dias atuais, a prática pastoral tem mostrado que esse ainda continua sendo um dos grandes problemas para o povo de Deus. Todo pastor pode constatar que a estabilidade de um casamento misto, onde um evangélico se une com uma outra pessoa fora da sua confissão de fé, é exceção e não a regra. A regra geral mostra que os conflitos advindos pelo confronto de duas culturas e, principalmente por realidades espirituais diferentes tornam o relacionamento tenso e, em muitos casos, insustentável.

O culto idólatra estatal

Quando o rei Acabe casou-se com Jezabel, as consequências desse ato tiveram um efeito imediato, pois, instigado por sua mulher, ele “levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria” (1 Rs 16.32). O culto idólatra promovido pelo estado hebreu foi formalizado quando Acabe “fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu mais abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele” (1 Rs 16.33). Não há dúvida que o culto a Baal estava substituindo o verdadeiro culto a Deus. Havia uma idolatria institucionalizada e financiada pelo poder estatal.

A Bíblia nos revela que existem principados espirituais que dominam até mesmo nações (Dn 10.13-21). Esses seres malignos se valem do poder estatal para oprimir as pessoas. Vez por outra, temos visto satanás tentando se valer dos governantes para financiar práticas que são contrárias aos princípios cristãos. Isso pode ser claramente percebido nos projetos de leis que descriminalizam o uso de drogas; torna legal o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. Além de orar, a igreja deve também fazer ouvir a sua voz para que a nação seja um canal de bênção e não de maldição.

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