Jacó Luta com Anjo no Vau do Jaboque
quinta-feira, 17 de março de 2016
Posted by Francisco Souza
Tag :
Estudo Biblico
JACÓ NO VAU DE JABOQUE LUTA COM ANJO
TEXTO ÁUREO
“Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a
alva subiu”. Gn 32.24
VERDADE APLICADA
Buscar em Deus a mudança radical de nossa vida é a decisão
mais sábia que devemos tomar.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ensinar que os planos dos homens sem Deus
nada valem;
Mostrar que Deus quer nos ensinar a
depender dele; e
Demonstrar o valor que é ser tocado pelo
Senhor.
GLOSSÁRIO
Incompatível: Que não pode coexistir; estar em
harmonia com outra coisa, com algo ou alguém;
Virtualmente: Provavelmente, possivelmente; e
Ambivalente: Simultaneidade de sentimentos
opostos em relação a um mesmo objeto ou pessoa.
II. O nome Jacó significa:
“Jacó ou
Jacob deriva do latim Jacobus, o nome hebreu significa literalmente ‘aquele que
segura pelo calcanhar”. Sabe-se que Jacó teria nascido segurando o calcanhar de
seu irmão gêmeo Esaú. O mesmo termo poderia também ter o sentido de suplantar
JACÓ
suplantou a benção da primogenitura de seu irmão ESAÚ.
Suplantar
significa: Por debaixo dos pés; derrubar, prostrar, pisar.
O Jaboque
era um afluente do rio Jordão e quer dizer “lugar de travessia”. Era um lugar
abandonado, ermo. O momento Jaboque precisa ser enfrentado a sós. Mais do que
um lugar Jaboque é um tempo, um tempo de luta pessoal e com Deus. É um tempo
especial onde Deus trata conosco não apenas em relação ao nosso pecado, mas em
relação ao nosso caráter.
Jacó já
não era o moço e seu amadurecimento veio de várias maneiras, inclusive por
intermédio de suas constantes fugas. Jacó sempre foi um homem com problemas e
em desespero e em constante processo de conciliação. Ele precisava de
tratamento no seu caráter. Como a maioria dos seres humanos, Jacó sempre
negociava, tentava o apaziguamento, cedia ao perigo. Como seu próprio nome
significava era alguém que se acostumara a enganar, suplantar, a negociar. Jacó
era alguém que mantinha uma resistência secreta no fundo do seu coração à vida
e a Deus.
2.2. A luta durou toda a
noite (Gn 32.26-28)
Contextualizando a
história…
O que me
chama atenção de início na história de vida de Isaque, Jacó e Esaú (bem como em
toda a bíblia) é a característica e a personalidade de cada um. Os judeus
acreditavam (e acreditam) que cada nome tem um significado, e o significado dos
nomes apontava para a personalidade e característica de quem o possuía. No caso
de Jacó (sei… há controvérsias), seu
nome realmente expressava sua personalidade e caráter…
Aqui, eu
abro um parênteses devido a controvérsia em torno do significado do nome Jacó.
Muitos significados tem sido sugerido para esse nome: Usurpador, Suplantador, Enganador, “Aquele que segura o
calcanhar”, etc. O significado mais comum e conhecido é o de “Enganador”.
O
primeiro incidente envolvendo o caráter de Jacó foi ainda dentro da barriga de
sua mãe. Diz a bíblia que os meninos lutavam dentro do ventre, e que ao nascer
Esaú, Jacó veio – “grudada” a sua mão no calcanhar do irmão, como que querendo
impedi-lo de nascer primeiro (Suplantador).
O Senhor relata a Rebeca que proveniente de seu ventre nasceriam duas grandes
nações (Gn 25.21-26).
É sabido
que o filho mais velho (via de Regra) herdava o direito de primogenitura, que
incluía: As responsabilidades pelo sustento e manutenção da casa e da família
na ausência do Patriarca. O primogênito herdava não só as responsabilidades,
mas as posses. E, por ser quem se tornaria o “chefe” de família, o filho mais
velho tinha direito a porções dobradas de alimentos e cuidados, e ao final da
vida do patriarca, ele receberia deste a invocação das bençãos de Deus. Em se
tratando de descendentes de Abraão, os primogênitos, receberiam diretamente as
bênçãos ministradas por Deus ao patriarca Abraão (Gn 12.2,3 e 26.24).
Ao passar
o vau de Jaboque, o “suplantador/trapaceiro/enganador seria confrontado
(literalmente). Não voltaria para casa da mesma maneira. Era necessário ser
transformado; era necessário deixar o velho caráter para trás. Além disto,
temia, e muito, encontrar Esaú (Gn 32.7). Por isso, Jacó envia presentes para
seu irmão antes de se encontrá-lo. Quem poderia aplacar a IRA de Esaú, senão o
Senhor? Jacó bem sabia disto (versículos 9-12).
Naquela
madrugada (versículo 22) Jacó não dorme de tanta ansiedade e aflição. E ao se
encontrar com aquele homem (Anjo), reconhecendo nele o próprio Deus; não perde
a oportunidade.
Jacó não
desistiu em nenhum momento da luta. Jacó não parou, lutou a noite toda e pela
manhã estava com a mesma disposição. Vemos sem dúvida nenhuma o valor
predominante desta virtude na conquista desta grande vitória de Jacó. Nem os
quatro períodos da noite, nem o cansaço, nem a intensidade da luta, nem o
deslocamento da coxa, nem a insistência do Anjo pôde barrar ou impedir Jacó de
receber sua benção.
O que tem
te impedido de ser abençoado, de ser vitorioso? O que tem conseguido tirar você
da luta? O que tem roubado a sua perseverança na obra de Deus? Muitos não estão
rompendo porque não são perseverantes.
Jacó ferido (Gn 32.25)
Jacó
recebeu o Toque Divino Gn. 32:25 (“E vendo este que não prevalecia contra ele,
tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando
com ele.”). Muitos servos de Deus receberam o Toque de Deus (O Toque Divino).
ISAIAS recebeu esse Toque Divino Is. 6:6-7 (“Porém um dos serafins voou para
mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; E
com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a
tua iniqüidade foi tirada, e expiado o teu pecado.”). JEREMIAS recebeu esse
Toque Divino Jr. 1:8-9
(“Não temas diante deles; porque
estou contigo para te livrar, diz o SENHOR. E estendeu o SENHOR a sua mão, e
tocou-me na boca; e disse-me o SENHOR: Eis que ponho as minhas palavras na tua
boca;”). PEDRO e os demais Apóstolos receberam esse Toque Divino At.
2:1-3 (“E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam
todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um
vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E
foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram
sobre cada um deles.”). PAULO recebeu esse Toque Divino At. 9:3-4 (“E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco,
subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma
voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?”).
JACÓ recebeu
o Toque Divino da Mudança e recebeu transformações importantes:
Física – Quando o Senhor tocou no seu corpo
(Coxa);
Moral – Quando o Senhor tocou no seu
caráter – o Senhor tocou no coração de Jacó, na identidade dele, mudou seu
procedimento completamente;
Espiritual – Seu novo viver confirmou-se ao
ser-lhe mudado o nome. Jacó passou a ser outro servo de Deus depois desse
Toque. Muitos precisam receber esse toque para ter sua vida espiritual mudada.
Muitos
precisam receber esse toque:
Para ser
transformado.
Para ser
usado por Deus na sua obra.
Para ser
renovado.
Para ser
Prospero
Para ser
sabio em tudo
Para ser
Cheio do Espirito Santo
Você não
pode continuar sua vida sem passar o Vau de Jaboque, você não pode prosseguir
sem antes passar uma noite com Deus no Vau de Jaboque.
IV. “As Virtudes que Marcaram Jacó no
Vau de Jaboque”
Jaboque era
o mais importante Rio de Gileade, um tributário do Jordão. Jaboque significa
efusão. Efusão significa demonstração viva de sentimentos íntimos.
Foi no Vau
de Jaboque, ou seja, numa travessia, num lugar mais raso daquele rio, onde era
possível passar a pé ou a cavalo sem necessidade de ponte que Jacó teve o
encontro com Deus que Mudou sua vida.
Foi ali onde
Jacó demonstrou a Deus seus mais profundos e íntimos sentimentos e
necessidades.
Jacó tem
sido muito usado, citado e referenciado por nós. Explorando sempre o seu
aspecto negativo de suplantador, enganador, mas sem dúvida, ele tem virtudes
essenciais e tremendamente importantes que não temos muitas vezes explorado.
Principalmente a partir do episódio acontecido no Vau de Jaboque.
CONCLUSÃO
Não há nada mais inteiro que um coração partido. E essa
história de Jacó nos mostra o quanto ele foi quebrantado com momentos de muitas
tribulações, até começar a ser transformado por Deus em uma noite escura de sua
alma e Ele continuou mudando Jacó. Deus quer, também, mudar sua vida!
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segunda-feira, 7 de março de 2016
Posted by Francisco Souza
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Aspectos da Salvação
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Posted by Francisco Souza
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Estudo Biblico
Graça.
É o poder dinâmico de Deus que provêm imerecidamente para
capacitar o homem a desejar e fazer a Sua vontade (Fp 2.13; 1Co 1.4,5; 15.10;
2Tm 1.9; Tg 1.18; 2Co 3.5; Hb 13.21; Is 26.12; Jr 10.23; Pv 16.9; 20.24).
Predestinação.
É o conselho ou decreto de Deus concernente aos homens
decaídos, incluindo a eleição soberana de uns e a justa reprovação dos
restantes (Rm 8.29,30; 9.11-24; Ef 1.5,11).
Os dois aspectos da predestinação são:
? Eleição: É o ato
eterno de Deus pelo qual Ele, em seu soberano beneplácito , e sem levar em
conta nenhum mérito previsto nos homens, escolhe certo número deles para
receberem a graça especial e a salvação eterna;
? Reprovação: É o
decreto eterno de Deus pelo qual Ele determinou deixar de aplicar a certo
número de homens as operações de sua graça especial, e puni-los por seus
pecados, para a manifestação da sua justiça. Os dois aspectos da reprovação são
preterições e condenação.
Vocação.
Vocação ou chamada é o ato de graça pelo qual Deus convida
os homens, através de Sua Palavra, a aceitarem pela fé a salvação providenciada
por Cristo (1Co 1.9; 24,26; 1Ts 2.12; 1Pe 2.9; 5.10; Mt 11.28; Lc 5.32; Jo
7.37; At 2.39; Rm 8.30; Gl 1.15; Ef 4.1; 4.4; 2Ts 2.14; 2Tm 1.9).
União.
É a ligação íntima, vital e espiritual entre Cristo e o Seu
povo, em razão da qual Ele é a fonte da sua
vida e poder, da sua
bem-aventurança e salvação (Ef 5.32; Cl 1.27).
Regeneração.
É o ato de Deus pelo qual o princípio de uma nova vida é
implantado no homem, e a disposição dominante de sua alma é tornada santa.
É a comunicação de vida divina à alma, que implica numa
completa mudança de coração (Ez 11.19;
18.31; 36.26; Jr 24.7; Rm 6.4,11, 13; Ef
2.6; Cl 2.12,13; Jo 5.21; Jo 10.10,28; 1Jo 5.11,12; Jo 1.12; 3.3,5).
Conversão.
É o ato exterior, visível e prático da salvação operada na
vida do pecador regenerado (Lc 22.32).
Os dois aspectos da conversão são:
? Arrependimento: é
o aspecto negativo da conversão, porque implica no abandono do pecado e em
dizer não para as coisas pecaminosas.
É a mudança voluntária e consciente, produzida na vida do
pecador, efetuada pelo Espírito Santo, a qual atinge sua mente, seus
sentimentos e conduz o pecador ao abandono voluntário do pecado (Mt 21.28-30;
2Co 7.9,10).
? Fé: é o aspecto
positivo da conversão, porque implica em voltar em direção a Deus e em dizer
sim para a sua Palavra.
É um firme e seguro conhecimento do favor de Deus, para
conosco, fundado na verdade de uma promessa gratuita em Cristo, e revelada às
nossas mentes e seladas em nossos corações pelo Espírito Santo (As Institutas,
III, 2, 7, Calvino).
Justificação.
É um ato judicial de Deus, no qual Ele declara, com base na
justiça de Jesus Cristo, que todas as reivindicações da lei estão satisfeitas a
favor do pecador (At 13.39; Rm 5.1,9; 8.30-33; 1Co 6.11; Gl 2.16; 3.11).
Na justificação estão incluídos o perdão, a adoção, a
substituição vicária e a imputação.
Os dois aspectos da justificação são:
1. Adoção (aspecto positivo / o crédito é imputado).
É o resultado da ressurreição de Cristo e se dá por meio da
imputação, na qual a justiça de Cristo, que dá o direito legal à adoção, é
imputada ao crente.
A regeneração opera uma filiação moral enquanto que a adoção
opera uma filiação legal.
2. Remissão ou Perdão.
É o aspecto negativo da justificação, pois quando Adão
pecou, ele foi condenado pelo que fez de errado (iniqüidade), como também pelo
que deixou de fazer de certo, errando o alvo (pecado).
Adão, então pecou por ação (iniqüidade = pecado consciente,
voluntário, transgressão) e omissão (pecado. 1Jo 3.4).
Cristo em sua obra vicária corrigiu os erros de Adão,
obedecendo passiva e ativamente, negativa e positivamente os mandamentos de
Deus, pois a lei inclui mandamentos negativos (não adulterarás, etc) e
mandamentos positivos (amarás a Deus, etc).
O perdão é, portanto o ato judicial de Deus pelo qual ele
concede ao pecador, na cruz, os benefícios resultantes da obediência passiva de
Cristo.
O perdão é resultado da morte de Cristo enquanto que a
adoção (o aspecto positivo da justificação) é resultado da ressurreição de
Cristo (Rm 4.25).
Na morte Cristo aniquilou o pecado, na ressurreição trouxe
justiça. O perdão é operado mediante a substituição, a justiça é concedida por
meio da imputação.
O perdão é concedido na cruz.
A justiça é imputada no tribunal de Deus (1Pe 3.18).
Adoção.
É o ato judicial de Deus, resultado prático da regeneração,
pelo qual Ele declara seus filhos
emancipados e herdeiros da vida eterna (Tt
3.7).
Adoção não deve ser confundida com regeneração, pois na
adoção Deus coloca o pecador que já é seu filho regenerado na posição de filho
adulto. Na adoção não há transformação interior (moral). A adoção não muda o
interior do pecador, muda a sua posição perante Deus.
Deus não adota pecadores não regenerados, Deus só adota
aqueles que já são seus filhos.
Imputação.
É o ato de Deus pelo qual Ele debita meritoriamente na conta
da humanidade o pecado de Adão, e judicialmente na conta de Cristo o pecado da
humanidade, e gratuitamente na conta da humanidade a justiça de Cristo.
Imputação significa ?debitar?, ?atribuir responsabilidade? ou ?lançar na conta
de alguém?. Paulo ensina esta doutrina quando assume a dívida de Onésimo(Fm
18,19). Do mesmo modo Jesus Cristo tomou a nossa dívida.
Substituição.
É o ato judicial de Deus pelo qual Ele pune os pecadores
pelos seus pecados, provendo um substituto qualificado, sobre o qual recaiu
todo o pecado e a culpa imputados à humanidade por causa do pecado de Adão (Is
53.4-7; 1Co 5.7).
Um substituto qualificado deveria possuir:
? Perfeita
Encarnação: deveria ter natureza humana completa para poder representar
adequadamente a humanidade (Hb 2.14-17; 5.1; Jo 1.14).
? Perfeita
Identificação: deveria ter uma profunda identificação com o sofrimento humano
(Hb 2.18; 4.15; 5.2,3). A nossa identificação com Cristo é tão perfeita que somos
identificados com Ele na sua morte (Rm 6.3; Cl 2.12).
? Perfeita
Santidade: Um homem comum não seria um bom representante da raça humana. O
substituto deveria ser santo, inocente, sem mácula , separado dos pecadores (Hb
7.23-27). Um mortal comum não poderia salvar ninguém, pois sendo mortal, não se
salvaria nem a si mesmo.
Santificação.
É a graciosa e contínua operação do Espírito Santo pela qual
Ele liberta o pecador justificado da corrupção do pecado, renova toda a sua
natureza à imagem de Deus, e o capacita a praticar boas obras.
Perseverança.
É a contínua operação do Espírito Santo no crente, pela qual
a obra da graça divina, iniciada no coração, tem prosseguimento e se completa,
levando os salvos a permanecerem em Cristo e perseverarem firmes na fé. A
perseverança representa o lado humano (Lc 8.15; Rm 2.7; Ef 6.18).
Segurança.
É a garantia eterna e imutável da salvação, iniciada e
completada por Deus, no coração dos regenerados. A segurança representa o lado
divino (Sl 89.28-37).
Redenção.
É o ato gracioso de Deus pelo qual Ele liberta o pecador da
escravidão da lei do pecado e da morte (Rm 8.1,2), mediante o pagamento de um
resgate (Rm 6.20-22; 1Co 6.19,20; 1Pe 1.18,19; Ap 1.5; 5.9; Gl 4.1-7).
1. A necessidade da redenção.
Todas as criaturas humanas da terra pertencem a Deus (1Co
10.26; Sl 50.12), mas não são todas de
Cristo (Rm 8.9). O homem só se torna
propriedade exclusiva de Cristo mediante a obra da redenção (1Co 6.19,20; Hb
2.13-15).
O mundo (sistema) é de Satanás (Lc 4.6; 1Jo 5.19) e as
criaturas humanas que estão no mundo pertencem a ele (At 26.18; Mt 12.30; Mc
9.40), por isso era necessária a redenção, para que através de Cristo Deus
resgatasse (comprasse) do mundo os que viriam a crer nele, para que através da
redenção passassem a pertencer a Cristo (Jo 15.19; 17.14; 18.36; Cl 1.13).
Se um homem ainda não foi redimido, embora sendo criatura de
Deus, continua sendo filho do Diabo, do qual é ele escravo (Jo 8.44).
Somente os filhos de Deus são verdadeiramente livres (Gl
2.4; 5.1; Rm 8.21; 2Co 3.17).
2. A natureza do redentor.
Deveria ser parente próximo da vítima. Era ele, o redentor
(goel no hebraico) quem deveria resgatar o sangue da vítima assassinada (Nm
35.19-34; Js 20.3-5); era ele quem deveria resgatar a possessão da família que
fora vendido (Lv 25.24,26, 51,52; 27.13,15, 19, 20,31; Jr 32.7); era ele quem
deveria resgatar a pessoa cujo empobrecimento forçou-a a se vender a um não
judeu (Lv 25.47-49).
Em Ezequiel 11.15 a expressão ?os homens do teu parentesco? significa
?os homens da tua redenção?. O redentor deveria preencher certos requisitos:
? Deveria ter
parentesco do escravo a ser resgatado (Rt 2.20; 3.9,12; 4.1,3 6,14);
? Deveria ter meios
com que pagar o resgate (Rt 4.6; Sl 49.7-9);
? Deveria querer
efetuar o resgate (Rt 3.13; 4.4; Rm 5.7);
? Deveria ser livre
e não poderia ser um escravo, um escravo não podia resgatar outro escravo.
3. Cristo é o nosso Redentor.
Ele se fez nosso parente próximo (Hb 2.14,15; Fp 2.7); Ele
pagou com seu sangue (At 20.28; 1Pe 1.18,19); Ele nos resgatou voluntariamente
(Jo 10.17,18); Ele não tinha pecado (2Co 5.21).
Reconciliação.
É a operação graciosa de Deus pela qual Ele reconcilia os
pecadores consigo mesmo, por meio da morte de Jesus Cristo, removendo a inimizade
(2Co 5.18-21; Cl 1.20-22).
O termo usado no antigo Testamento para reconciliação é
expiação.
Os dois aspectos da reconciliação são:
1. Expiação.
A reconciliação (no grego: katallagê) tem seu aspecto
negativo na expiação, que enfatiza a morte de Cristo para o perdão dos pecados
em relação ao homem. (A justificação possui aspectos semelhantes a
reconciliação.
É negativa e positivamente considerada:
(a) Perdão e (b) Adoção).
A expiação é a remoção da causa da inimizade do homem (Rm
5.10).
Na expiação a fraqueza, a impiedade e o pecado (mencionados
em Rm 5.6-8), fatores causadores da inimizade são removidos.
Portanto expiação é o cancelamento da fraqueza (Rm 5.6), da
impiedade (Rm 5.6) e especialmente do pecado (Rm 5.8; At 3.19).
Na expiação a ação se dirige para aquilo que provocou o
rompimento no relacionamento, e se ocupa com a anulação do ato ofensivo.
2. Propiciação.
É a reconciliação em seu aspecto positivo, e por isso vai
além da expiação, pois enfatiza a morte de Cristo em relação a Deus.
Na propiciação a ação se dirige para Deus, a pessoa
ofendida.
O propósito da propiciação é alterar a atitude de Deus, da
ira para a boa vontade e favor.
Na propiciação é a ira que é removida (Rm 5.9,10) e a
amizade de Deus é restaurada.
Não é o caso de Deus mudar, mas sim de que sua ira é
desviada (Sl 78.38; 79.8).
Em Êxodo 32.14 o termo:- arrepender é wayyinnahem, no
hebraico, e hilaskomai, no grego, que significa ?ser propício?.
É também usado em Lamentações 3.42; Daniel 9.19; 2Reis 24.4.
É claro que se trata de linguagem poética, pois há passagens
em que se diz que Deus se arrependeu de fazer o bem, como em Jeremias 18.10,
como se o bem fosse causa para arrependimento.
Na expiação Cristo ofereceu-se pelos os homens, na
propiciação Ele ofereceu-se à Deus (Hb 9.13,14; 1Pe 3.18).
A expiação extingue o pecado (a inimizade contra Deus), a
propiciação extingue a penalidade do
pecado (a ira de Deus) que é desviado para
a cruz de Cristo (Rm 3.25).
Renovação.
É a operação graciosa de Deus que inclui todos aqueles
processos de forças espirituais subseqüentes ao novo nascimento e decorrentes
dele (Sl 51.10; 103.5; Is 40.31; 41.1; Cl 3.10).
Glorificação ou Ressurreição.
É a operação divina pela qual o crente regenerado há de
ressuscitar corporalmente, tendo seu corpo abatido, transformado à semelhança
do corpo glorioso do Senhor Jesus (Fp 3.21; 1Ts 4.13-17; 1Jo 3.2).
Revelar ao homem a verdadeira natureza, vejamos:
? Revelar ao homem a verdadeira natureza do pecado e a grande depravação em que a raça humana havia caído;
? Revelar a
verdadeira incapacidade de preservar ou obter de novo um conhecimento adequado
a Deus ou livrar-se do pecado através de filosofia e de arte;
? Ensinar que os
verdadeiros perdões somente são possíveis através do ato substitutivo.
No passado.
Deus não muda, mas seus métodos freqüentemente os fazem.
Deus colocou nossos pais, lá no jardim do Éden (Gn 2.15).
Um lugar perfeito. Deus tomou todas as providências para a
felicidade do homem. Mas ao submeter ao mais simples testes, o homem caiu. Como
conseqüência, ambos: homem e mulher tornaram-se culpados perante Deus. Deus
providenciou uma salvação ao homem caído.
Foram dessa maneira as alianças (Aliança significa pacto,
conserto; entre homem e homem ou entre homem e Deus).
São oito as alianças, a saber:
Edêmica (Gn 2.16),
Adâmica (Gn 3.15),
Noética (Gn 9.16),
Abraâmica (Gn 12.2),
Mosaica (Êx 19.5),
Palestiniana (Dt 30.3),
Davídica (2Sm 7.16)
E a Nova Aliança (Hb 8.8).
É bom saber que Deus sempre agiu para a recuperação do homem
caído, mais é bom entendermos
que para cada época existiu um método apropriado.
que para cada época existiu um método apropriado.
No período antediluviano, Deus deu a oportunidade para que o
homem fosse levado de volta a Deus através de sua consciência.
A Palavra de Deus nos diz que Caim foi um assassino, mas
Deus teve piedade através da descendência de Sete, com o passar dos tempos
casaram entre si e houve a mistificação.
Trazendo desagrado a Deus. Em todos estes métodos ou épocas
o homem sempre decepcionou a Deus.
No presente.
Um método totalmente mudado teve por conseqüência o presente
(1Co 1.30).
O período da Igreja. Foi uma nova sistemática, ou seja, Deus
usando seu filho como o Salvador. O método usado foi pela morte de Jesus. Foi
expiado o pecado dos crentes do Velho Testamento (Hb 11.37-39).
Bem como os crentes do Novo Testamento (Rm 3.21-26). Deus
agora oferece Salvação através do seu Filho (Hb 11.40).
Antes dessa época o plano da salvação era um plano obscuro.
Mas hoje é um plano claro e evidente para qualquer pessoa
que queira conhecê-lo. Somente é exigido que o pecador aceite o que Deus
providenciou em Cristo. Se o homem aceitar pela fé a oferta da vida ele é
nascido de novo (Jo 3.16).
O Espírito Santo vai trabalhando na vida do homem de maneira
que o seu trabalho provoque a regeneração no íntimo do homem.
E o mesmo espírito aperfeiçoe a santidade na vida do crente.
Isso não quer dizer que o homem responde prontamente ao convite da salvação.
Muitas vezes demora muito tempo para entender o que Deus quer
em nossa vida.
No futuro.
Deus tem prometido uma melhor mudança para o período do
reino.
Cristo deve reinar em todos as áreas nas quais o pecado
entrou. Ele já veio uma vez, mas o povo não lhe deu ouvido (Jo 1.11).
Mas Jesus virá novamente e desta vez vai assumir o controle
de tudo (Ap 11.15), pela força. Israel será o centro desse reino.
Esse período vai começar com um mundo convertido.
Muitas pessoas vão nascer no milênio, mas nem todos serão
convertidos.
Não é o reinado que vai fazer o mundo ficar justo. Mas
somente a graça de Deus pode fazer uma transformação no coração individualmente
do homem.
Vai haver salvação no futuro como houve no passado e está
havendo no presente, somente com a atuação de Deus tem tido métodos para cada
momento.
No Armagedom o Senhor vai julgar as nações que vieram contra
Ele, acorrentará a Satanás.
Apenas os Salvos da terra serão deixados para irem ao reino.
Todas as nações virão adorar no Monte Sião.
Será uma época de muitas decisões mais nem todos serão
verdadeiros crentes.
A Obra de Cristo na Salvação
A obra de Cristo é a coluna central do plano de Deus para a
redenção.
É o eixo central no qual gira todo o sistema. Ela não se
restringe somente a oferta sacrificial de Jesus.
A obra de Jesus aqui na terra é um fator tão bem detalhado
que desde a escolha de seu nome tinha que ser um nome propício para tal (Mt
1.21). Mas isso já estava no plano de Deus (Is 49.6).
A promessa de Deus era para que um só Deus pudesse ser o
Salvador (Os 13.4).
Jesus veio para buscar e Salvar os que havia perdidos (Lc
19.10).
A obra salvadora é evidenciada em Jesus (1Tm 1.15).
A obra de Cristo para a Salvação tem que passar pelo
sacrifício. O escritor aos Hebreus nos fala de um melhor sacrifício (Hb
10.1-14), ou seja, o sacrifício perfeito.
O sacrifício está presente em quase todas as culturas, mais
o sacrifício perfeito somente está imbuído no verdadeiro cristão através de
Jesus Cristo.
Desde os tempos passados o sacrifício jamais foi deixado de
lado, mas sempre está presente. Isso não muda na vida do crente, Hebreus 9.22
diz que quase todas as coisas se purificam com o sangue.
Mas sem sangue não há remissão de pecados. O sangue de Jesus
Cristo vertido lá no calvário.
A humilhação.
Jesus foi humilhado, primeiro ele teve de renunciar (Fp
2.7-8).
Renunciou a sua majestade sendo martirizado não recebendo o
justo direito de nobreza superior, pois
era nobre do céu.
era nobre do céu.
Uma das mais humilhantes formas foi Jesus se humanizar, pois
o homem representava o fracasso, o pecado, mais Cristo se fez pecado por nós
(2Co 5.21).
Foi tentado por nós (Hb 4.15).
Ele se tornou legalmente responsável por nossos pecados
sujeitos a maldição da lei (Gl 4.4). Deus o enviou.
Quando Jesus foi crucificado passou uma dúvida cruel na
cabeça dos seus seguidores, ?se ele tem poder porque se sujeita a uma morte tão
horrenda?.
O sacrifício.
É importante frisar a palavra: o sacrifício. Vejamos no
Antigo Testamento, Deus queria sacrifício de Israel (Êx 29.28).
Na páscoa lembramos da figura do cordeiro (Êx 12.1-13).
Quando no Antigo Testamento se colocavam as mãos no sacrifício significava
(isso é meu sacrifício), isso é: ele esta sendo sacrificado em meu lugar.
Hoje a conotação mudou, em João 1.29 Cristo é o cordeiro,
Isaías 53.7 diz como um cordeiro.
Jesus foi sacrificado por nós. O sacrifício de Jesus não é
chamado sacrifício simplesmente porque ele foi morto em nosso lugar, mas
vejamos alguns aspectos:
? Morava nos
lugares celestiais, teve que renunciar;
? Era príncipe no
céu, veio como um qualquer na terra;
? Vivia no paraíso,
teve que trabalhar para se sustentar;
? Tinha vida
(literalmente falando) eterna no céu, teve que experimentar a morte, etc.
Foi um sacrifício não só pela morte, mais pela vida e pela
existência.
O profeta Isaias descreveu com uma veracidade tremenda a
vitória de Jesus (Is 53.11).
Quando todos pensaram que Jesus havia se acabado, foi ai que
ele cresceu (Mt 16.18).
Jesus desceu ao hades (Ef 4.9) e venceu.
Tinha a carne mortificada, mas o espírito vivificado (1Pe
3.18), Pregou até aos espíritos em prisão (1Pe 3.19), Jesus foi conquistando
vitória, e a maior vitória foi a salvação da humanidade.
Em vida Jesus teve as maiores vitórias que um homem pode
desejar, vejamos: contra o diabo, na tentação; na cura dos paralíticos, dos
cegos; nas ressurreições; no endemoniado de Gadara e principalmente na morte de
cruz e na ressurreição, Jesus é um eterno vencedor, a Igreja é vencedora.
A evidência interior da salvação é o testemunho direto do
espírito (Rm 8.16) ? ?O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos
filhos de Deus?.
A evidência externa da salvação a todos os homens é uma vida
de retidão e de verdadeira santidade (Ef 4.24) ? ?E vos revistais do novo homem,
que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade?.
Questionário
? Assinale com ?X?
as alternativas corretas
a)0 A coroa da vida
b)0 A ceia do Senhor
c)0 A salvação
d)0 A vida abundante
2. O propósito __________ é que o homem chegue ao
conhecimento da Salvação
a)0 Da religião
b)0 De Deus
c)0 Da teologia
d)0 Da ciência
3. É errado afirmar
a)0 A obra de Cristo é a coluna central do plano de Deus
para Israel
b)0 A obra de Cristo é o eixo central no qual gira todo o
sistema
c)0 A obra de Cristo não se restringe somente a oferta
sacrificial de Jesus
d)0 A obra de Jesus aqui na terra é um fator tão bem
detalhado que desde a escolha de seu nome tinha que ser um nome propício para
tal
? Marque ?C? para
Certo e ?E? para Errado
4.0 A obra da salvação pode ser restringida a determinada
camada da sociedade, pois o sacrifício vicário de Jesus não foi para todos
5.0 Deus tem um só plano de Salvação, isso não quer dizer
que Deus age de um só modo
A mensagem da Salvação deve ser encarada pelo homem com
santidade, retidão.
1. A bondade de Deus:
? Deus é Bom (Sl
34.8; 100.5);
? Deus é abençoador
(Sl 119.68);
? Não quer que
ninguém se perca (2Pe 3.9);
? Deus é longânimo
(2Pe 3.15).
2. Sua Graça:
? Para os dons (1Pe
4.10);
? A graça na revelação (1Pe 1.13);
? Graça de chegar
ao trono (Hb 4.16);
? A graça para a
Salvação (Tt 2.11).
3. Misericórdia:
? Por Maria (Lc
1.48);
? Para os que o
temem (Lc 1.50);
? Para a Salvação
(Lc 1.72).
Sem estes fatores primordiais em hipótese alguma poderíamos
ter a Salvação, Deus sendo onipotente
pode dar ao homem o direito de ser salvo,
mas através de Jesus temos o direito de ser chamados filhos, não só filhos mas
também herdeiros (Rm 8.16?17).
A obra salvadora foi realizada por Nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo, mas o decreto foi de Deus Pai.
O Propósito de Deus
Somente podemos entender os planos e métodos de Deus para a
salvação (Rm 13.11) através de um
estudo detalhado das Escrituras (2Tm 3.15).
A salvação é a grande obra espiritual de Deus com relação ao
homem (Fp 1.19).
Através de sua presciência , Deus tinha plena consciência de
que o homem haveria de cair em pecado, antes mesmo da criação Deus já sabia.
Mesmo assim Deus não mudou seus propósitos, fez o homem e
deu-lhe responsabilidade e deveres (Ef 1.4).
A onisciência de Deus seria uma arma poderosa para Ele
simplesmente parar com o mundo; vejamos:
1. Criou o homem, o homem pecou;
2. Criou os anjos, os anjos foram lançados para baixo;
3. Criou as nações, as mesmas estão se acabando através das
guerras;
4. A natureza, a mesma está sendo consumida pelos produtos
químicos;
5. deu inteligência para o homem, o homem não sabe usar.
Ora, vejamos bem, era só Deus não ter criado, tinha evitado
dissabores.
Pois Ele já de antemão sabia todos os resultados. Mais Deus
é misericordioso e quer que o homem se salve.
O propósito de Deus na natureza humana.
Quando o homem pecou, ocasionou a perda de sua inocência e
santidade (Jó 31.33), mas isso não o privou de todo conhecimento espiritual
(1Tm 2.14). Deus tem providenciado para que esse conhecimento nunca acabe (Rm
1.20).
Mais somente pode entender e chegar ao conhecimento da
Salvação quem conhecer e quer se livrar da escravidão do pecado.
Note bem a história tanto secular como os fatos narrados
pela Bíblia Sagrada mostram-nos que as mais diversas nações tinham seus deuses
e praticavam sacrifícios para eles, mais em nenhuma vez mostra que os deuses
tinham compaixão do povo.
Os sacrifícios eram uma forma de apaziguarem os deuses.
Mesmo nos nossos dias quantos sacrifícios em vão.
O propósito de Deus nas Escrituras.
Sabendo que o Novo Testamento é o comprimento do Antigo,
temos que voltar ao Antigo para entender o propósito de Deus (Gn 3.15).
É Deus quem determina as coisas, Ele espalha, Ele ajunta (Dt
30.3).
Deus tem propósito somente com aquele que Ele ama (Gn 4.4).
Caim trouxe uma oferta sem fundamento, pois ele irou-se
profundamente.
Quando Deus deu ao povo de Israel a tábua da lei era um
propósito de fidelidade mútuo que ambos firmaram, mais Israel não cumpriu.
Deus enviou os Profetas, os Sacerdotes, Reis, Juizes, e hoje
temos a Igreja.
Deus nunca deixou seu propósito cair por terra.
Na fase intertestamentaria quando o povo ficou sem profeta
durante aproximadamente 400 anos, não foi porque Deus havia deixado de olhar
para a humanidade, mas era uma preparação para o recebimento do Messias, o povo
estava sedento das coisas de Deus, mesmo assim Deus enviou João Batista
primeiro (Mc 1.2),
Ele veio como anjo do Senhor.
A Igreja através dos irmãos lavados e remidos pelo Sangue de
Cristo são Anjos de Deus a serviço da Salvação.
A extensão da obra da salvação.
A Bíblia nos diz que todo que nEle crê não pereça, mas tenha
a vida eterna (Jo 3.15). Somente temos vida por Jesus (Jo 6.33,35).
É uma promessa universal (At 2.21; 3.21). Por isso que
defendemos que o sacrifício de Jesus foi genérico (Jo 10.11), Jesus morreu por
todos, mais todos que reconhecem o sacrifício de Jesus tem que se chegar a Ele
(Rm 5.18).
Não há distinção de pessoas, raças, ou posição social (Cl
3.11). É somente crer (Mc 16.15-16). A obra da salvação não pode ser
restringida a determinada camada da sociedade, pois o sacrifício vicário de
Jesus foi para todos (At 14.27). Jesus fala: meu sangue que é por muitos
derramados, simplesmente Ele estava desvinculando os que crêem e não crêem na
obra salvífica do Senhor (1Jo 2.1), este advogado é somente para quem o
constituiu.
Os Métodos de Deus
Deus tem um só plano de Salvação, isso não quer dizer que
Deus age de um só modo (Hb 1.1), ou
seja, Deus tem um só plano.
Dentro deste plano existem vários métodos.
Vejamos um exemplo: o cordeiro de Deus era conhecido com
efeito antes da fundação do mundo, porem manifestado no fim dos tempos (1Pe
1.20).
Para Eva a solução da separação do homem com Deus estava
resolvida no nascimento de Caim, ela disse ?Adquiri um varão do Senhor? (Gn
4.1).
Puro engano, Caim tornou-se mais tarde um assassino.
Os métodos de Deus não poderiam vir imediatamente, quando
lemos: ?Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de
mulher, nascido sob a lei? (Gl 4.4).
Os métodos não quer dizer único método. O plano é um só, mas
os métodos são as estratégias de Deus. Não é o homem quem determina para Deus,
mais é o inverso, Deus é quem determina para o homem.
A salvação é recebida através do arrependimento dos pecados
diante de Deus e da fé em Jesus Cristo.
Pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo
de Deus, o homem é justificado pela graça, mediante a fé, tornando-se herdeiro
de Deus, de conformidade com a vida eterna.
Deus e a Origem da Nossa Salvação
A Salvação preparada para o mundo perdido nasceu no coração
de Deus.
Por isto a multidão salva, vestida de vestes brancas,
cantará nos céus: ?Salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono? (Ap
7.10).
No dia da queda do homem, Deus prometeu enviar um Salvador,
Ele disse a respeito da semente da mulher: ?esta te ferirá a cabeça e tu lhe
ferirás o calcanhar? (Gn 3.15).
Na plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de
mulher (Gl 4.4).
A promessa se cumpriu literalmente, foi uma expressão do seu
amor:
? ?Deus amou o
mundo de tal maneira...? (Jo 3.16).
? ?Deus estava em
Cristo, reconciliando consigo o mundo? (2Co 5.19).
Se a morte na cruz foi tremenda para Jesus, também o foi
para Deus.
Foi o seu grande amor que pagou o sacrifício, e foi a sua
justiça que recebeu o preço de sangue pago por Jesus (Hb 9.24-26).
Na cruz foram provadas e mantidas quatro coisas importantes:
1. O amor de Deus (Rm 5.8-10);
2. A sabedoria de Deus que se revelou na cruz (1Co 1.18-25),
com uma profundidade insondável (Rm 11.33-35);
3. O poder de Deus (1Co 1.24-25);
4. A justiça de Deus. Diante dos céus, do inferno e de todo
o mundo a sua Palavra foi cumprida!
O Significado da Salvação
De todas as palavras empregadas para definir a experiência
transformadora que é o encontro do homem com Deus, ?salvação? é a mais usada.
A palavra salvação significa, em primeiro lugar, ser tirado
de um perigo, livrar-se, escapar.
A Bíblia fala da salvação como a libertação do tremendo
perigo de uma vida sem Deus (At 26.18; Cl 1.13).
Tradução da palavra grega soterion, tem a significação de
?tornar ao estado perfeito?, ou ?restaurar o que a queda causou?.
Seria difícil explicar o significado da salvação sem
frisarmos o Antigo Testamento (Sl 39.8), quando descobrirmos nas ações (Jz 3.9)
e palavras Divinas (Is 43.11-12) a natureza redentora de Deus (Jr 17.14-18).
Quando entendermos pelas palavras dos profetas as suas
predições sobre aquEle que estava para vir a fim de concluir o plano de Deus.
Deus usou métodos tanto no passado, presente e usará no
futuro.
Deus sempre teve seus representantes para anunciar a
Salvação.
Mas os obstáculos eram tão grandes, que sempre carecia da
ajuda do próprio Deus.
As naturezas de Deus e do homem.
Uma das evidências anunciada pela Palavra de Deus é que ela
mostra um Deus Salvador e redentor (2Sm 22.3).
Deus livrou o seu povo de todas as aflições não deixando de
destacar os inimigos nacionais e individuais (Sl 18.4).
Todas as pessoas precisam de um Salvador, pois o homem não
pode salvar a si mesmo (Lc 17.33).
E este Salvador é Jesus (Jo 12.47).
Assim como Deus tem a natureza salvadora em Jesus, o homem
discorre uma vida pecaminosa iniciando com o primeiro casal se cobrindo e
escondendo de Deus (Gn 3), O homicida Caim (Gn 4), até os fatos do Apocalipse
20.
A natureza salvadora de Deus tem tido uma evidência na obra
salvadora.
No Diário de Anne Frank ela cita uma das palavras mais
comuns ouvidas até nos dias de hoje:
?A humanidade precisa de educação, e não de Salvação?.
A humanidade precisa da Salvação, como:
? Salvação da morte
(Mt 8.25);
? Das enfermidades
(Mt 9.22);
? Da possessão
demoníaca (Lc 8.26-33);
? E principalmente
da morte Espiritual (1Co 1.21).
O Amor e a Santidade de Deus.
Deus é Santo, mas o homem é ímpio.
Quimicamente falando é uma mistura heterogênea, seria
impossível misturar o óleo e a água.
Jesus morreu por nós sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8).
Pelo amor de Deus entregamos nossos pecados a Jesus (Rm
4.25).
A Santidade de Deus abrange tanto o Novo quanto o Antigo
Testamento (Js 24.19; Lc 1.49).
Pelo seu grande amor Ele não justifica o ímpio (Êx 23.7).
Deus é imparcial na justificação (Pv 17.15).
O amor de Deus é algo imensurável, se lembrarmos dos
sofrimentos de Jesus na cruz do calvário, e Deus ficou impassível aos fatos,
tudo isso foi por amor ao homem (Jo 3.16).
Diz a Palavra que Deus deu seu filho. Quando damos algo a
alguém, essa pessoa tem o domínio sobre o bem adquirido, Deus deu seu filho em
favor dos homens, por isso Deus ficou de mãos amarradas quanto aos sofrimentos
de seu filho.
Jesus suportou a cruz, para a felicidade nossa. Por isso Ele
julgará o mundo com eqüidade (Sl 98.9).
Não aceitará propinas, pois nada se iguala a sua morte de
cruz (Dt 10.17).
A Bondade, A Graça, e a Misericórdia de Deus.
A mensagem da Salvação deve ser encarada pelo homem com
santidade, retidão.
1. A bondade de Deus:
? Deus é Bom (Sl
34.8; 100.5);
? Deus é abençoador
(Sl 119.68);
? Não quer que
ninguém se perca (2Pe 3.9);
? Deus é longânimo
(2Pe 3.15).
2. Sua Graça:
? Para os dons (1Pe
4.10);
? A graça na
revelação (1Pe 1.13);
? Graça de chegar
ao trono (Hb 4.16);
? A graça para a
Salvação (Tt 2.11).
3. Misericórdia:
? Por Maria (Lc
1.48);
? Para os que o
temem (Lc 1.50);
? Para a Salvação
(Lc 1.72).
Sem estes fatores primordiais em hipótese alguma poderíamos
ter a Salvação, Deus sendo onipotente pode dar ao homem o direito de ser salvo,
mas através de Jesus temos o direito de ser chamados filhos, não só filhos mas
também herdeiros (Rm 8.16?17).
A obra salvadora foi realizada por Nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo, mas o decreto foi de Deus Pai.
O Propósito de Deus
Somente podemos entender os planos e métodos de Deus para a
salvação (Rm 13.11) através de um estudo detalhado das Escrituras (2Tm 3.15).
A salvação é a grande obra espiritual de Deus com relação ao
homem (Fp 1.19).
Através de sua presciência , Deus tinha plena consciência de
que o homem haveria de cair em pecado, antes mesmo da criação Deus já sabia.
Mesmo assim Deus não mudou seus propósitos, fez o homem e
deu-lhe responsabilidade e deveres (Ef 1.4).
A onisciência de Deus seria uma arma poderosa para Ele
simplesmente parar com o mundo; vejamos:
1. Criou o homem, o homem pecou;
2. Criou os anjos, os anjos foram lançados para baixo;
3. Criou as nações, as mesmas estão se acabando através das
guerras;
4. A natureza, a mesma está sendo consumida pelos produtos
químicos;
5. deu inteligência para o homem, o homem não sabe usar.
Ora, vejamos bem, era só Deus não ter criado, tinha evitado
dissabores.
Pois Ele já de antemão sabia todos os resultados. Mais Deus
é misericordioso e quer que o homem se salve.
O propósito de Deus na natureza humana.
Quando o homem pecou, ocasionou a perda de sua inocência e
santidade (Jó 31.33), mas isso não o privou de todo conhecimento espiritual
(1Tm 2.14). Deus tem providenciado para que esse conhecimento nunca acabe (Rm
1.20).
O propósito de Deus é que o homem chegue ao conhecimento da
Salvação.
Mais somente pode entender e chegar ao conhecimento da
Salvação quem conhecer e quer se livrar da escravidão do pecado.
Note bem a história tanto secular como os fatos narrados
pela Bíblia Sagrada mostram-nos que as mais diversas nações tinham seus deuses
e praticavam sacrifícios para eles, mais em nenhuma vez mostra que os deuses
tinham compaixão do povo.
Os sacrifícios eram uma forma de apaziguarem os deuses.
Mesmo nos nossos dias quantos sacrifícios em vão.
O propósito de Deus nas Escrituras.
Sabendo que o Novo Testamento é o comprimento do Antigo,
temos que voltar ao Antigo para entender o propósito de Deus (Gn 3.15).
É Deus quem determina as coisas, Ele espalha, Ele ajunta (Dt
30.3).
Deus tem propósito somente com aquele que Ele ama (Gn 4.4).
Caim trouxe uma oferta sem fundamento, pois ele irou-se
profundamente.
Quando Deus deu ao povo de Israel a tábua da lei era um
propósito de fidelidade mútuo que ambos firmaram, mais Israel não cumpriu.
Deus enviou os Profetas, os Sacerdotes, Reis, Juizes, e hoje
temos a Igreja.
Deus nunca deixou seu propósito cair por terra.
Na fase intertestamentaria quando o povo ficou sem profeta
durante aproximadamente 400 anos, não
foi porque Deus havia deixado de olhar
para a humanidade, mas era uma preparação para o recebimento do Messias, o povo
estava sedento das coisas de Deus, mesmo assim Deus enviou João Batista
primeiro (Mc 1.2),
Ele veio como anjo do Senhor.
A Igreja através dos irmãos lavados e remidos pelo Sangue de
Cristo são Anjos de Deus a serviço da Salvação.
A extensão da obra da salvação.
A Bíblia nos diz que todo que nEle crê não pereça, mas tenha
a vida eterna (Jo 3.15). Somente temos vida por Jesus (Jo 6.33,35).
É uma promessa universal (At 2.21; 3.21). Por isso que
defendemos que o sacrifício de Jesus foi genérico (Jo 10.11), Jesus morreu por
todos, mais todos que reconhecem o sacrifício de Jesus tem que se chegar a Ele
(Rm 5.18).
Não há distinção de pessoas, raças, ou posição social (Cl
3.11). É somente crer (Mc 16.15-16). A obra da salvação não pode ser
restringida a determinada camada da sociedade, pois o sacrifício vicário de
Jesus foi para todos (At 14.27). Jesus fala: meu sangue que é por muitos
derramados, simplesmente Ele estava desvinculando os que crêem e não crêem na
obra salvífica do Senhor (1Jo 2.1), este advogado é somente para quem o
constituiu.
Os Métodos de Deus
Deus tem um só plano de Salvação, isso não quer dizer que
Deus age de um só modo (Hb 1.1), ou seja, Deus tem um só plano.
Dentro deste plano existem vários métodos.
Vejamos um exemplo: o cordeiro de Deus era conhecido com
efeito antes da fundação do mundo, porem manifestado no fim dos tempos (1Pe
1.20).
Para Eva a solução da separação do homem com Deus estava
resolvida no nascimento de Caim, ela disse ?Adquiri um varão do Senhor? (Gn
4.1).
Puro engano, Caim tornou-se mais tarde um assassino.
Os métodos de Deus não poderiam vir imediatamente, quando
lemos: ?Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de
mulher, nascido sob a lei? (Gl 4.4).
Os métodos não quer dizer único método. O plano é um só, mas
os métodos são as estratégias de Deus. Não é o homem quem determina para Deus,
mais é o inverso, Deus é quem determina para o homem.
O aguardo do tempo de preparação tinha um tríplice objetivo,
vejamos:
? Revelar ao homem
a verdadeira natureza do pecado e a grande depravação em que a raça humana
havia caído;
? Revelar a
verdadeira incapacidade de preservar ou obter de novo um conhecimento adequado
a Deus ou livrar-se do pecado através de filosofia e de arte;
? Ensinar que os
verdadeiros perdões somente são possíveis através do ato substitutivo.
No passado.
Deus não muda, mas seus métodos freqüentemente os fazem.
Deus colocou nossos pais, lá no jardim do Éden (Gn 2.15).
Um lugar perfeito. Deus tomou todas as providências para a felicidade
do homem. Mas ao submeter ao mais simples testes, o homem caiu. Como
conseqüência, ambos: homem e mulher tornaram-se culpados perante Deus. Deus
providenciou uma salvação ao homem caído.
Foram dessa maneira as alianças (Aliança significa pacto,
conserto; entre homem e homem ou entre homem e Deus).
São oito as alianças, a saber:
Edêmica (Gn 2.16),
Adâmica (Gn 3.15),
Noética (Gn 9.16),
Abraâmica (Gn 12.2),
Mosaica (Êx 19.5),
Palestiniana (Dt 30.3),
Davídica (2Sm 7.16)
E a Nova Aliança (Hb 8.8).
É bom saber que Deus sempre agiu para a recuperação do homem
caído, mais é bom entendermos que para cada época existiu um método apropriado.
No período antediluviano, Deus deu a oportunidade para que o
homem fosse levado de volta a Deus através de sua consciência.
A Palavra de Deus nos diz que Caim foi um assassino, mas
Deus teve piedade através da descendência de Sete, com o passar dos tempos
casaram entre si e houve a mistificação.
Trazendo desagrado a Deus. Em todos estes métodos ou épocas
o homem sempre decepcionou a Deus.
No presente.
Um método totalmente mudado teve por conseqüência o presente
(1Co 1.30).
O período da Igreja. Foi uma nova sistemática, ou seja, Deus
usando seu filho como o Salvador. O método usado foi pela morte de Jesus. Foi
expiado o pecado dos crentes do Velho Testamento (Hb 11.37-39).
Bem como os crentes do Novo Testamento (Rm 3.21-26). Deus
agora oferece Salvação através do seu Filho (Hb 11.40).
Antes dessa época o plano da salvação era um plano obscuro.
Mas hoje é um plano claro e evidente para qualquer pessoa
que queira conhecê-lo. Somente é exigido que o pecador aceite o que Deus
providenciou em Cristo. Se o homem aceitar pela fé a oferta da vida ele é
nascido de novo (Jo 3.16).
O Espírito Santo vai trabalhando na vida do homem de maneira
que o seu trabalho provoque a regeneração no íntimo do homem.
E o mesmo espírito aperfeiçoe a santidade na vida do crente.
Isso não quer dizer que o homem responde prontamente ao convite da salvação.
Muitas vezes demora muito tempo para entender o que Deus
quer em nossa vida.
No futuro.
Deus tem prometido uma melhor mudança para o período do
reino.
Cristo deve reinar em todos as áreas nas quais o pecado
entrou. Ele já veio uma vez, mas o povo não lhe deu ouvido (Jo 1.11).
Mas Jesus virá novamente e desta vez vai assumir o controle
de tudo (Ap 11.15), pela força. Israel será o centro desse reino.
Esse período vai começar com um mundo convertido.
Muitas pessoas vão nascer no milênio, mas nem todos serão
convertidos.
Não é o reinado que vai fazer o mundo ficar justo. Mas
somente a graça de Deus pode fazer uma transformação no coração individualmente
do homem.
Vai haver salvação no futuro como houve no passado e está
havendo no presente, somente com a atuação de Deus tem tido métodos para cada
momento.
No Armagedom o Senhor vai julgar as nações que vieram contra
Ele, acorrentará a Satanás.
Apenas os Salvos da terra serão deixados para irem ao reino.
Todas as nações virão adorar no Monte Sião.
Será uma época de muitas decisões mais nem todos serão
verdadeiros crentes.
A Obra de Cristo na Salvação
A obra de Cristo é a coluna central do plano de Deus para a
redenção.
É o eixo central no qual gira todo o sistema. Ela não se
restringe somente a oferta sacrificial de Jesus.
A obra de Jesus aqui na terra é um fator tão bem detalhado
que desde a escolha de seu nome tinha que ser um nome propício para tal (Mt
1.21). Mas isso já estava no plano de Deus (Is 49.6).
A promessa de Deus era para que um só Deus pudesse ser o
Salvador (Os 13.4).
Jesus veio para buscar e Salvar os que havia perdidos (Lc
19.10).
A obra salvadora é evidenciada em Jesus (1Tm 1.15).
A obra de Cristo para a Salvação tem que passar pelo
sacrifício. O escritor aos Hebreus nos fala de um melhor sacrifício (Hb
10.1-14), ou seja, o sacrifício perfeito.
O sacrifício está presente em quase todas as culturas, mais
o sacrifício perfeito somente está imbuído no verdadeiro cristão através de
Jesus Cristo.
Desde os tempos passados o sacrifício jamais foi deixado de
lado, mas sempre está presente. Isso não muda na vida do crente, Hebreus 9.22
diz que quase todas as coisas se purificam com o sangue.
Mas sem sangue não há remissão de pecados. O sangue de Jesus
Cristo vertido lá no calvário.
A humilhação.
Jesus foi humilhado, primeiro ele teve de renunciar (Fp
2.7-8).
Renunciou a sua majestade sendo martirizado não recebendo o
justo direito de nobreza superior, pois era nobre do céu.
Uma das mais humilhantes formas foi Jesus se humanizar, pois
o homem representava o fracasso, o pecado, mais Cristo se fez pecado por nós
(2Co 5.21).
Foi tentado por nós (Hb 4.15).
Ele se tornou legalmente responsável por nossos pecados
sujeitos a maldição da lei (Gl 4.4). Deus o enviou.
Quando Jesus foi crucificado passou uma dúvida cruel na
cabeça dos seus seguidores, ?se ele tem poder porque se sujeita a uma morte tão
horrenda?.
O sacrifício.
É importante frisar a palavra: o sacrifício. Vejamos no
Antigo Testamento, Deus queria sacrifício de Israel (Êx 29.28).
Na páscoa lembramos da figura do cordeiro (Êx 12.1-13).
Quando no Antigo Testamento se colocavam as mãos no sacrifício significava
(isso é meu sacrifício), isso é: ele esta sendo sacrificado em meu lugar.
Hoje a conotação mudou, em João 1.29 Cristo é o cordeiro,
Isaías 53.7 diz como um cordeiro.
Jesus foi sacrificado por nós. O sacrifício de Jesus não é
chamado sacrifício simplesmente porque ele foi morto em nosso lugar, mas
vejamos alguns aspectos:
? Morava nos
lugares celestiais, teve que renunciar;
? Era príncipe no
céu, veio como um qualquer na terra;
? Vivia no paraíso,
teve que trabalhar para se sustentar;
? Tinha vida
(literalmente falando) eterna no céu, teve que experimentar a morte, etc.
Foi um sacrifício não só pela morte, mais pela vida e pela
existência.
A vitória.
O profeta Isaias descreveu com uma veracidade tremenda a
vitória de Jesus (Is 53.11).
Quando todos pensaram que Jesus havia se acabado, foi ai que
ele cresceu (Mt 16.18).
Jesus desceu ao hades (Ef 4.9) e venceu.
Tinha a carne mortificada, mas o espírito vivificado (1Pe
3.18), Pregou até aos espíritos em prisão (1Pe 3.19), Jesus foi conquistando
vitória, e a maior vitória foi a salvação da humanidade.
Em vida Jesus teve as maiores vitórias que um homem pode
desejar, vejamos: contra o diabo, na tentação; na cura dos paralíticos, dos
cegos; nas ressurreições; no endemoniado de Gadara e principalmente na morte de
cruz e na ressurreição, Jesus é um eterno vencedor, a Igreja é vencedora.
A evidência interior da salvação é o testemunho direto do
espírito (Rm 8.16) ? ?O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos
filhos de Deus?.
A evidência externa da salvação a todos os homens é uma vida
de retidão e de verdadeira santidade (Ef 4.24) ? ?E vos revistais do novo
homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade?.
Questionário
? Assinale com ?X?
as alternativas corretas
1. É recebida através do arrependimento dos pecados diante de
Deus e da fé em Jesus Cristo
a)0 A coroa da vida
b)0 A ceia do Senhor
c)0 A salvação
d)0 A vida abundante
2. O propósito __________ é que o homem chegue ao
conhecimento da Salvação
a)0 Da religião
b)0 De Deus
c)0 Da teologia
d)0 Da ciência
3. É errado afirmar
a)0 A obra de Cristo é a coluna central do plano de Deus
para Israel
b)0 A obra de Cristo é o eixo central no qual gira todo o
sistema
c)0 A obra de Cristo não se restringe somente a oferta
sacrificial de Jesus
d)0 A obra de Jesus aqui na terra é um fator tão bem
detalhado que desde a escolha de seu nome tinha que ser um nome propício para
tal
? Marque ?C? para
Certo e ?E? para Errado
4.0 A obra da salvação pode ser restringida a determinada
camada da sociedade, pois o sacrifício vicário de Jesus não foi para todos
5.0 Deus tem um só plano de Salvação, isso não quer dizer
que Deus age de um só modo
Aspectos da Salvação
Graça.
É o poder dinâmico de Deus que provêm imerecidamente para
capacitar o homem a desejar e fazer a Sua vontade (Fp 2.13; 1Co 1.4,5; 15.10;
2Tm 1.9; Tg 1.18; 2Co 3.5; Hb 13.21; Is 26.12; Jr 10.23; Pv 16.9; 20.24).
Predestinação.
É o conselho ou decreto de Deus concernente aos homens
decaídos, incluindo a eleição soberana de uns e a justa reprovação dos
restantes (Rm 8.29,30; 9.11-24; Ef 1.5,11).
Os dois aspectos da predestinação são:
? Eleição: É o ato
eterno de Deus pelo qual Ele, em seu soberano beneplácito , e sem levar em
conta nenhum mérito previsto nos homens, escolhe certo número deles para
receberem a graça especial e a salvação eterna;
? Reprovação: É o
decreto eterno de Deus pelo qual Ele determinou deixar de aplicar a certo
número de homens as operações de sua graça especial, e puni-los por seus
pecados, para a manifestação da sua justiça. Os dois aspectos da reprovação são
preterições e condenação.
Vocação.
Vocação ou chamada é o ato de graça pelo qual Deus convida
os homens, através de Sua Palavra, a aceitarem pela fé a salvação providenciada
por Cristo (1Co 1.9; 24,26; 1Ts 2.12; 1Pe 2.9; 5.10; Mt 11.28; Lc 5.32; Jo
7.37; At 2.39; Rm 8.30; Gl 1.15; Ef 4.1; 4.4; 2Ts 2.14; 2Tm 1.9).
União.
É a ligação íntima, vital e espiritual entre Cristo e o Seu
povo, em razão da qual Ele é a fonte da sua vida e poder, da sua
bem-aventurança e salvação (Ef 5.32; Cl 1.27).
Regeneração.
É o ato de Deus pelo qual o princípio de uma nova vida é
implantado no homem, e a disposição dominante de sua alma é tornada santa.
É a comunicação de vida divina à alma, que implica numa
completa mudança de coração (Ez 11.19; 18.31; 36.26; Jr 24.7; Rm 6.4,11, 13; Ef
2.6; Cl 2.12,13; Jo 5.21; Jo 10.10,28; 1Jo 5.11,12; Jo 1.12; 3.3,5).
Conversão.
É o ato exterior, visível e prático da salvação operada na
vida do pecador regenerado (Lc 22.32).
Os dois aspectos da conversão são:
? Arrependimento: é
o aspecto negativo da conversão, porque implica no abandono do pecado e em
dizer não para as coisas pecaminosas.
É a mudança voluntária e consciente, produzida na vida do
pecador, efetuada pelo Espírito Santo, a qual atinge sua mente, seus
sentimentos e conduz o pecador ao abandono voluntário do pecado (Mt 21.28-30;
2Co 7.9,10).
? Fé: é o aspecto
positivo da conversão, porque implica em voltar em direção a Deus e em dizer
sim para a sua Palavra.
É um firme e seguro conhecimento do favor de Deus, para
conosco, fundado na verdade de uma promessa gratuita em Cristo, e revelada às
nossas mentes e seladas em nossos corações pelo Espírito Santo (As Institutas,
III, 2, 7, Calvino).
Justificação.
É um ato judicial de Deus, no qual Ele declara, com base na
justiça de Jesus Cristo, que todas as reivindicações da lei estão satisfeitas a
favor do pecador (At 13.39; Rm 5.1,9; 8.30-33; 1Co 6.11; Gl 2.16; 3.11).
Na justificação estão incluídos o perdão, a adoção, a
substituição vicária e a imputação.
Os dois aspectos da justificação são:
1. Adoção (aspecto positivo / o crédito é imputado).
É o resultado da ressurreição de Cristo e se dá por meio da
imputação, na qual a justiça de Cristo, que dá o direito legal à adoção, é
imputada ao crente.
A regeneração opera uma filiação moral enquanto que a adoção
opera uma filiação legal.
2. Remissão ou Perdão.
É o aspecto negativo da justificação, pois quando Adão
pecou, ele foi condenado pelo que fez de errado (iniqüidade), como também pelo
que deixou de fazer de certo, errando o alvo (pecado).
Adão, então pecou por ação (iniqüidade = pecado consciente,
voluntário, transgressão) e omissão (pecado. 1Jo 3.4).
Cristo em sua obra vicária corrigiu os erros de Adão,
obedecendo passiva e ativamente, negativa e positivamente os mandamentos de
Deus, pois a lei inclui mandamentos negativos (não adulterarás, etc) e
mandamentos positivos (amarás a Deus, etc).
O perdão é, portanto o ato judicial de Deus pelo qual ele
concede ao pecador, na cruz, os benefícios resultantes da obediência passiva de
Cristo.
O perdão é resultado da morte de Cristo enquanto que a adoção
(o aspecto positivo da justificação) é resultado da ressurreição de Cristo (Rm
4.25).
Na morte Cristo aniquilou o pecado, na ressurreição trouxe
justiça. O perdão é operado mediante a substituição, a justiça é concedida por
meio da imputação.
O perdão é concedido na cruz.
A justiça é imputada no tribunal de Deus (1Pe 3.18).
Adoção.
É o ato judicial de Deus, resultado prático da regeneração,
pelo qual Ele declara seus filhos emancipados e herdeiros da vida eterna (Tt
3.7).
Adoção não deve ser confundida com regeneração, pois na
adoção Deus coloca o pecador que já é seu filho regenerado na posição de filho
adulto. Na adoção não há transformação interior (moral). A adoção não muda o
interior do pecador, muda a sua posição perante Deus.
Deus não adota pecadores não regenerados, Deus só adota
aqueles que já são seus filhos.
Imputação.
É o ato de Deus pelo qual Ele debita meritoriamente na conta
da humanidade o pecado de Adão, e judicialmente na conta de Cristo o pecado da
humanidade, e gratuitamente na conta da humanidade a justiça de Cristo.
Imputação significa ?debitar?, ?atribuir responsabilidade? ou ?lançar na conta
de alguém?. Paulo ensina esta doutrina quando assume a dívida de Onésimo(Fm
18,19). Do mesmo modo Jesus Cristo tomou a nossa dívida.
Substituição.
É o ato judicial de Deus pelo qual Ele pune os pecadores
pelos seus pecados, provendo um substituto qualificado, sobre o qual recaiu
todo o pecado e a culpa imputados à humanidade por causa do pecado de Adão (Is
53.4-7; 1Co 5.7).
Um substituto qualificado deveria possuir:
? Perfeita
Encarnação: deveria ter natureza humana completa para poder representar
adequadamente a humanidade (Hb 2.14-17; 5.1; Jo 1.14).
? Perfeita
Identificação: deveria ter uma profunda identificação com o sofrimento humano
(Hb 2.18; 4.15; 5.2,3). A nossa identificação com Cristo é tão perfeita que
somos identificados com Ele na
sua morte (Rm 6.3; Cl 2.12).
? Perfeita
Santidade: Um homem comum não seria um bom representante da raça humana. O
substituto deveria ser santo, inocente, sem mácula , separado dos pecadores (Hb
7.23-27). Um mortal comum não poderia salvar ninguém, pois sendo mortal, não se
salvaria nem a si mesmo.
Santificação.
É a graciosa e contínua operação do Espírito Santo pela qual
Ele liberta o pecador justificado da corrupção do pecado, renova toda a sua
natureza à imagem de Deus, e o capacita a praticar boas obras.
Perseverança.
É a contínua operação do Espírito Santo no crente, pela qual
a obra da graça divina, iniciada no coração, tem prosseguimento e se completa,
levando os salvos a permanecerem em Cristo e perseverarem firmes na fé. A
perseverança representa o lado humano (Lc 8.15; Rm 2.7; Ef 6.18).
Segurança.
É a garantia eterna e imutável da salvação, iniciada e
completada por Deus, no coração dos regenerados. A segurança representa o lado
divino (Sl 89.28-37).
Redenção.
É o ato gracioso de Deus pelo qual Ele liberta o pecador da
escravidão da lei do pecado e da morte (Rm 8.1,2), mediante o pagamento de um
resgate (Rm 6.20-22; 1Co 6.19,20; 1Pe 1.18,19; Ap 1.5; 5.9; Gl 4.1-7).
1. A necessidade da redenção.
Todas as criaturas humanas da terra pertencem a Deus (1Co
10.26; Sl 50.12), mas não são todas de Cristo (Rm 8.9). O homem só se torna
propriedade exclusiva de Cristo mediante a obra da redenção (1Co 6.19,20; Hb
2.13-15).
O mundo (sistema) é de Satanás (Lc 4.6; 1Jo 5.19) e as
criaturas humanas que estão no mundo pertencem a ele (At 26.18; Mt 12.30; Mc
9.40), por isso era necessária a redenção, para que através de Cristo Deus resgatasse
(comprasse) do mundo os que viriam a crer nele, para que através da redenção
passassem a pertencer a Cristo (Jo 15.19; 17.14; 18.36; Cl 1.13).
Se um homem ainda não foi redimido, embora sendo criatura de
Deus, continua sendo filho do Diabo, do qual é ele escravo (Jo 8.44).
Somente os filhos de Deus são verdadeiramente livres (Gl
2.4; 5.1; Rm 8.21; 2Co 3.17).
2. A natureza do redentor.
Deveria ser parente próximo da vítima. Era ele, o redentor
(goel no hebraico) quem deveria resgatar o sangue da vítima assassinada (Nm
35.19-34; Js 20.3-5); era ele quem deveria resgatar a possessão da família que
fora vendido (Lv 25.24,26, 51,52; 27.13,15, 19, 20,31; Jr 32.7); era ele quem
deveria resgatar a pessoa cujo empobrecimento forçou-a a se vender a um não judeu
(Lv 25.47-49).
Em Ezequiel 11.15 a expressão ?os homens do teu parentesco?
significa ?os homens da tua redenção?. O redentor deveria preencher certos
requisitos:
? Deveria ter
parentesco do escravo a ser resgatado (Rt 2.20; 3.9,12; 4.1,3 6,14);
? Deveria ter meios com que pagar o resgate (Rt
4.6; Sl 49.7-9);
? Deveria querer
efetuar o resgate (Rt 3.13; 4.4; Rm 5.7);
? Deveria ser livre
e não poderia ser um escravo, um escravo não podia resgatar outro escravo.
3. Cristo é o nosso Redentor.
Ele se fez nosso parente próximo (Hb 2.14,15; Fp 2.7); Ele
pagou com seu sangue (At 20.28; 1Pe 1.18,19); Ele nos resgatou voluntariamente
(Jo 10.17,18); Ele não tinha pecado (2Co 5.21).
Reconciliação.
É a operação graciosa de Deus pela qual Ele reconcilia os
pecadores consigo mesmo, por meio da morte de Jesus Cristo, removendo a
inimizade (2Co 5.18-21; Cl 1.20-22).
O termo usado no antigo Testamento para reconciliação é
expiação.
Os dois aspectos da reconciliação são:
1. Expiação.
A reconciliação (no grego: katallagê) tem seu aspecto
negativo na expiação, que enfatiza a morte de Cristo para o perdão dos pecados
em relação ao homem. (A justificação possui aspectos semelhantes a
reconciliação.
É negativa e positivamente considerada:
(a) Perdão e (b) Adoção).
A expiação é a remoção da causa da inimizade do homem (Rm
5.10).
Na expiação a fraqueza, a impiedade e o pecado (mencionados
em Rm 5.6-8), fatores causadores da inimizade são removidos.
Portanto expiação é o cancelamento da fraqueza (Rm 5.6), da
impiedade (Rm 5.6) e especialmente do pecado (Rm 5.8; At 3.19).
Na expiação a ação se dirige para aquilo que provocou o
rompimento no relacionamento, e se ocupa com a anulação do ato ofensivo.
2. Propiciação.
É a reconciliação em seu aspecto positivo, e por isso vai
além da expiação, pois enfatiza a morte de Cristo em relação a Deus.
Na propiciação a ação se dirige para Deus, a pessoa
ofendida.
O propósito da propiciação é alterar a atitude de Deus, da
ira para a boa vontade e favor.
Na propiciação é a ira que é removida (Rm 5.9,10) e a
amizade de Deus é restaurada.
Não é o caso de Deus mudar, mas sim de que sua ira é
desviada (Sl 78.38; 79.8).
Em Êxodo 32.14 o termo:- arrepender é wayyinnahem, no
hebraico, e hilaskomai, no grego, que significa ?ser propício?.
É também usado em Lamentações 3.42; Daniel 9.19; 2Reis 24.4.
É claro que se trata de linguagem poética, pois há passagens
em que se diz que Deus se arrependeu de fazer o bem, como em Jeremias 18.10,
como se o bem fosse causa para arrependimento.
Na expiação Cristo ofereceu-se pelos os homens, na
propiciação Ele ofereceu-se à Deus (Hb 9.13,14; 1Pe 3.18).
A expiação extingue o pecado (a inimizade contra Deus), a
propiciação extingue a penalidade do pecado (a ira de Deus) que é desviado para
a cruz de Cristo (Rm 3.25).
Renovação.
É a operação graciosa de Deus que inclui todos aqueles
processos de forças espirituais subseqüentes ao novo nascimento e decorrentes
dele (Sl 51.10; 103.5; Is 40.31; 41.1; Cl 3.10).
Glorificação ou Ressurreição.
É a operação divina pela qual o crente regenerado há de
ressuscitar corporalmente, tendo seu corpo abatido, transformado à semelhança
do corpo glorioso do Senhor Jesus (Fp 3.21; 1Ts 4.13-17; 1Jo 3.2).



























