Posted by : FrTutorial no Brasil segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A Pedagogia da Graça (2.12,13)

“Educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (2.12,13). Paulo enfatiza aqui três grandes verdades. Em primeiro lugar, a graça nos educa para renegarmos o
m al(2.12). “Educando-nos para que, renegadas a impiedade
e as paixões mundanas, vivamos, no presente século...” (2.12a).


A graça de Deus é pedagógica. Ela é educadora.
Ela nos ensina a viver. Ser cristão é estar matriculado na
escola da graça. O primeiro destaque de Paulo é que a
T ito e F ilemom - doutrina e vida um binôm io inseparável graça nos educa mediante a forte disciplina de renegarmos a impiedade e as paixões mundanas. Kelly diz que o caráter desse rompimento é ressaltado no original pela palavra grega traduzida “renegadas”, que é um particípio passado, indicando uma açlo consumada de uma vez por t o d a s . R e n e g a r significa renunciar, abdicar, ser capaz de dizer não.^'^ Antes de falar positivamente acerca do que devemos ser e fazer, Paulo fala sobre o que devemos repudiar e rejeitar.

O que a graça de Deus nos ensina a rejeitar? A graça nos ensina a renegar a falsa teologia (2.12a). A
palavra grega asebeia, “impiedade”, refere-se à rejeição de tudo o que é reverente e de tudo o que tem
a ver com Deus.^"^ Hans Burki diz que a palavra asebeia aponta para o passado, para uma vida sem e contra Deus.^'^ A impiedade tem a ver com aquilo que se opõe à verdadeira adoração e devoção a Deus. A impiedade é uma relação errada com Deus. Ela tem a ver com uma teologia errada, ou seja, com a distorção da verdade. O ímpio é aquele que não leva Deus
em conta e, por isso, não leva Deus a sério. O ímpio não se
deleita em Deus, não tem prazer em Deus. Ao contrário, ele abomina a beatitude.

A graça nos ensina a renegarafalsa ética (2.12a). As paixões mundanas são consequência da impiedade. A perversão é filha da impiedade (Rm 1.18). As paixões mundanas decorrem de um relacionamento errado com Deus. Essas paixões mundanas têm a ver com uma vida desregrada na área da mente, da língua e do sexo. Essas paixões descrevem
um estilo de vida pervertido. William Hendriksen diz que essas paixões mundanas incluem o desejo sexual desordenado, o alcoolismo, o desejo excessivo por possessões materiais e a agressividade. A graça de Deus, o fundamento de uma vida santa

Em suma, referer-se aos anelos desordenados de prazeres,
poder e possessões, ou seja, sexo, poder e dinheiro.^'®
John Stott está coberto de razão quando afirma que
a graça de Deus nos disciplina a renunciar à nossa velha
vida e a viver uma nova vida, a passar da impiedade para
a piedade, do egoísmo ao autocontrole, dos caminhos desonestos a um tratamento justo com todos os demais. Hans Burki alerta para o fato de que, quando as paixões mundanas não são renegadas, a graça se torna barata e a pessoa se evade da escola da graça. Muitos métodos de evangelização e missão se mostram não bíblicos quando falam apenas da fé no Salvador dos pecadores, mas não igualmente da abdicação ao pecado. Assim, sob a influência da graça educadora de Deus as paixões mundanas não são
negadas, mas renegadas.^^“ Em segundo lugar, a graça nos educa para praticarmos o
bem (2.12b). “Vivamos, no presente século, sensata, justa
e piedosamente” (2.12b).


Depois de tratar do aspecto negativo, Paulo se volta para o positivo. Agora, ele fala sobre
como a graça de Deus nos educa para praticarmos o bem. A salvação não é apenas uma mudança de situação, mas tam bém de atitude. A pedagogia da graça nos educa em nosso
relacionamento conosco, com o próximo e com Deus.

Nessa mesma linha de pensamento, Kelly diz que os três
advérbios que Paulo emprega definem sucessivamente o relacionamento do cristão consigo, com o próximo e com Deus.^^' A graça nos educa para vivermos relacionamentos
certos dentro, fora e para cima.^^^ A graça nos ensina o correto relacionamento com nós mesmos (2.12b). “Vivamos, no presente século, sensata...”. A palavra grega sophronos traz a ideia de prudência, autocontrole ou moderação.“ "^ A sensatez tem a ver com
T ito E Filem om -doutrina e vida um binôm io inseparável______________________ O domínio próprio, com a vida controlada. Sensatez é ter
seus impulsos, instintos, ações e reações sob controle.

 É a maneira correta de lidar consigo mesmo. Na linguagem de William Hendriksen, sensatez é fazer uso adequado dos desejos e impulsos que nao sao pecaminosos em si mesmos, e vencer os que são pecaminosos.^^"^ O cristão vive “no presente século”, mas nao em conformidade com ele nem para ele. Cristo nos remiu “[...] deste m undo perverso” (Gl 1.4), e não devemos nos conformar com ele (Rm 12.1 ,2 ).225 A graça nos ensina o correto relacionamento com o próximo (2.12b). “Vivamos, no presente século [...] justamente...”.

A justiça fala do nosso correto relacionamento com o próximo. Uma pessoa justa é aquela que não se coloca acima dos outros nem tenta diminuí-los. Ela concede aos outros o que lhes é devido. Viver de forma justa é demonstrar integridade no trato com os demais.^^*’ Albert Barnes diz
corretamente que a fé cristã nos ensina a cumprir nossos deveres, votos, alianças e contratos com f i d e l i d a d e . A graça nos ensina o correto relacionamento com Deus (2.12b). “Vivamos, no presente século [...] piedosamente”. A piedade está ligada ao nosso correto relacionamento com
Deus. E o verdadeiro fervor e reverência para com o único que é objeto da a d o r a ç ã o . Somente a graça pode nos tomar pela mão e nos conduzir a um íntimo relacionamento com Deus. Concordo com Warren Wiersbe quando diz que a graça de D eus não apenas nos salva, mas também nos ensina como viver a vida cristã. Aqueles que usam a graça de Deus como desculpa para pecar jamais experimentaram seu poder salvador (Rm 6.1; Jd 4).


A mesma graça de Deus (]ue nos redime é também a graça que nos renova e nos capacita a obedecer à sua Palavra (2.14).^^^

A graça de Deus, o fundamento de uma vida santa Em terceiro lugar, a graça nos educa para aguardarmos a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus (2.13). “Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (2.13). Depois de ter falado da epifania da graça (2.11), agora Paulo fala da epifania da glória.
John Stott diz que aquele que apareceu brevemente no cenário da História, e
desapareceu, um dia vai reaparecer. Ele apareceu em graça; ele reaparecerá em glória.

O cristão olha para trás e glorifica a Deus porque a graça o libertou da impiedade e das paixões mundanas. Ele olha para o presente e exalta a Deus porque tem uma correta relação consigo, com o próximo e com o próprio Deus. Ele olha para o futuro e se santifica porque vive
na expectativa da epifania do seu grande Deus e Salvador Cristo Jesus. A graça de Deus nos libertou de nossas m azelas do passado, restaurou nossa vida no presente e nos
m antém na ponta dos pés com uma gloriosa expectativa em relação ao futuro, quando o nosso grande Deus e Salvador

Jesus Cristo há de voltar em glória e poder. E im possível
que aqueles que m antêm essa gloriosa esperança da volta de Jesus se recusem a entregar-se completamente a Deus. João Calvino entende que essa manifestação da glória de Jesus Cristo é mais do que a glória com a qual ele é glorioso nele mesmo; é também a glória por meio da qual ele se difundirá por todas as partes, a fim de que todos os seus eleitos participem dela. Paulo chama Jesus Cristo de grande Deus porque sua grandeza, a qual os homens têm obscurecido com o vão esplendor deste mundo, será plenamente manifestada no último dia. Então, o brilho do
T ito e F ilemom - doutrina e vida um binôm io inseparável
m undo que hoje parece grande aos nossos olhos perderá completamente sua pompa.^^'
Paulo chama a epifania da glória de “bendita esperança”. Na verdade, o que começa com graça termina com glória. Warren Wiersbe diz corretamente que a volta gloriosa
de Cristo é mais do que uma bendita esperança; é uma esperança cheia de alegria (Rm 5.2; 12.12), uma esperança unificadora (Ef 4.4), uma viva esperança (IPe 1.3), uma firme esperança (Hb 6.19) e uma esperança purificadora (lJo3.3).232
A dinâmica da nova vida é a expectativa da vinda gloriosa
de Jesus Cristo. Quando se espera uma visita real, tudo se
limpa, se decora e se arranja para que o olho real o veja. O cristão é uma pessoa que está sempre pronta para receber o Rei dos reis.

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